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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

AVISO

 Galera, devido à falta de visualizações e leitores nós paramos de escrever a fanfic. Nos desculpem, mas talvez quem sabe voltamos quando tivermos leitores.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Capítulo-5 Parte-2


Até que Ângela me viu ali caído aos prantos e notou que meus amigos estavam dormindo na beira do lago. Ela se aproximou deixando a bandeja de bebidas no chão perto de meus amigos e me trouxe um copo com uma substância de uma cor vermelha.
----Tome isso é um pouco de vinho, é bom para relaxar.
----Muito obrigado é o que eu estava precisando, você poderia me trazer a garrafa logo, estou precisando.
----Você não pode Math, antes disso pelo menos me conte o que houve. –pediu Ângela.
----Por favor me traga a garrafa que eu falarei.
Ângela se levantou para pegar a bebida sem discutir, juntou trouxe outro copo.
----Você não vai querer tomar sozinho, mas por favor não exagere, você não pode. –Ela me falou dirigindo um leve sorriso.
----Ok!
Então comecei a falar sobre tudo o que eu li. Ela estava sem acreditar, então mostrei a mostrei a carta dando vários goles na garrafa acompanhado pela Ângela até que não havia mais nada.
----Estou muito preocupado... Ela não pode fazer isso, não quero perde-la.
----Você me prometa que vai protege-la, se você a ama tanto... Saiba que ela será única em sua vida, nunca existira outra. Alfred! Traga-me outra garrafa por favor.
----A tempos não tenho uma amiga igual a você.
----Nós não devíamos beber tanto, principalmente você. –Ela me abraçou com seu braço esquerdo rindo já bêbada dando soluços assim como eu. ----Eu tenho algo a desabafar com você também.
----Pode falar.
----Eu era uma garota muito, mas realmente muito feliz... Tinha o meu grande amor da minha vida bem diante de min. Ele era tudo de bom, mas infelizmente eu idiota como sempre não consegui dar valor naquela pessoa adorável, então quando eu realmente consegui ver o quanto ele era importante na minha vida, ele se foi deixando apenas uma carta melancólica. Infelizmente para min, nunca mais consegui encontra-lo. O que estou querendo dizer Matheus é que o seu amor ainda está bem e vindo ao seu encontro em breve, se possível morra tentando protege-la mas não deixe que ela se vá, pois então você terá morrido por dentro.
----Profundo seu argumento. –estava eu de cabeça baixa escondendo o choro.     ----Obrigado por essas palavras, elas foram de grande ajuda. Agora eu sei o que ainda tenho e que devo protegê-la com todas minhas forças.
----Minha senhora possui sábios conselhos meu jovem. Aqui está à garrafa que você pediu Milady, mas por favor não deixe que seus pais os vejam assim.
----Não se preocupe Alfred. Hey Math! Porque não vamos dar uma volta para conhecer o restante do rancho? Ainda existe muita coisa para conhecer, seus amigos vão ficar bem.
----Para min está tudo bem.
Saímos nos abraçando um no outro com se estivéssemos escorados para não cairmos. Nós vimos os estábulos com aqueles cavalos lindos, fiquei com bastante vontade de cavalgar sobre um, mas não quis ariscar esse feito por... vamos dizer assim que eu não esta em condições. Continuamos andando de pé até que chegamos em um penhasco que não havia nenhum tipo de proteção para não cairmos, lá em baixo havia varias pedras e o mar agita se chocava violentamente contra as tal, tinha também um grande Farol que alertava aos barqueiros onde estava a ilha.
----Venha vamos subir, a visão lá de cima é linda. –Ângela me fala empolgada.
Andamos por vários degraus a fim de alcançar o topo, quando finalmente chagamos eu pude ver sobre o que Ângela estava falando, a visão que se tinha de lá para o horizonte era linda. O sol estava se pondo sobre as águas do mar como um shimbalaiê, então consegui imaginar Julia naquele lugar, pois sei o quanto ela adimira a natureza e o que faria para ajuda-la a permanecer preservada e linda. Uma lágrima escorreu sobre meu rosto mas não de tristeza e sim de alegria pois sabia que meu grande amor ainda está bem e ainda me ama.
----E então. O que você achou deste lugar? –perguntou Ângela.
Não consegui responder... Eu estava sem palavras diante de tudo aquilo.
----Não sei exatamente o que você está pensando, mas tenho certeza que é algo muito bom, não controle esse sentimento Math, o deixe controlar você e puxa vida! Você é livre, aproveite isso e vamos viver a vida... Moderadamente é claro, pois a vida foi feita para ser vivida e você tem um grande futuro pela frente, você tem uma garota que é apaixonada por você, bons amigos e nada mais importa. Faça o melhor para o mundo e ele retribuirá.
----Eu... Eu realmente não sei o que dizer, você é a melhor amiga que já tive, me da conselhos e tal... Mas você...
----Sei que você está preocupado por min, e como posso ser uma pessoa tão bacana atrás de tanta tristeza, mas aprendi que se a vida te da limões... Não eu não gosto de limões, se a vida te da cacau faça dela uma choco latada. –Ela tentava me mostrar um sorriso. ----Agora vamos, já está tarde.
Foi um longo caminho de volta, não sabíamos que tínhamos andado tanto, mas quando finalmente chegamos todos já haviam jantado, então eu e Ângela tomamos banho e jantamos apressadamente e fomos logo dormir em silêncio pois já estava realmente tarde, ninguém mais se encontrava acordado.
Enquanto eu estava em minha cama, comecei a pensar como estaria Julia nesse exato momento, o que ela estaria fazendo... em fim, eu não conseguia dormir mesmo sabendo de que eu precisava do máximo de energia possível. Vendo que o sono não me era possível naquele momento eu decidi nadar um pouco no lago, gosto de passar meu tempo na água, é como se eu estive em minha própria casa.
Saí da casa silenciosamente sem ninguém perceber, então eu mergulhei para dentro do lago, a sensação era ótima, a água estava fria, o céu estava estrelado e era noite de lua cheia eu sabia também o quanto aquele lugar era natural, isso me deixava mais confortável, estava tudo do jeito de que eu gostava.
Me ocorreu uma idéia muito doida que eu jamais tinha pensado, decidi dormir no lago, não haveria perigo para min já que sou o filho de Poseidon. Quando menos esperava eu apaguei, já estava dormindo. Mesmo na água eu consegui ter um sonho. Eu sonhava que como se eu fosse uma pessoa mortal vivente na terra, estava eu ali sentado em uma praça mais uma roda de amigos até que se ouviu um terremoto, de repente várias pessoas começaram a correr pelas ruas, como eu no sonho era um simples mortal, entrei em um súbito pânico, me virava para todos os lados procurando um abrigo e ao mesmo tempo via várias pessoas sendo atropeladas, crianças perdidas, então as casas começaram a virar meras ruínas, ninguém mais se preocupava com ninguém nesse momento, só queriam salvar suas próprias vidas, eles xingavam uns aos outros sem qualquer tipo de respeito, quando o terremoto cessou meu sonho mudou, eu estava sentado nas areias de uma praia deserta, do meu lado direito estava um garoto idêntico a min, mesmo cabelo, roupas, estilo e tudo.
----Quem é você? –perguntei.
----Eu sou você. Matheus! euo que deve estar se perguntando...
----O que está acontecendo? Onde eu estou? e..... –eu o interrompi, depois fui interrompido do mesmo modo.
----Essas não são as perguntas certas. A pergunta certa é. Depois de tudo que você acabou de ver, ainda queres salvar seu planeta idiota?
----Como assim? É o meu dever a final eu faço parte deles também.
----E depois quando você salva-los... se conseguires o que pensas que vai acontecer depois de tal?
----Euuu...
----Exatamente, não acontecera nada, eles nem saberão ao certo O QUE ACONTECEU.
----Existe uma história que é um seguinte: Um dia em uma floresta encantada um enorme fogo destruidor começou a destruí-la, vários animais tentavam salvar suas vidas, até que dois elefantes pararam e observaram um beija-flor carregando um gota d’água em seu bico e perguntaram se aquilo iria apagar o incêndio, então ela sem perder tempo falou que só estava fazendo sua parte. Sei que depois de tal ato não irei ser reconhecido pela população, mas terei minha consciência limpa que fiz o que esteve em meu alcance.
----Entendei! Não vou conseguir fazer sua cabeça, você é muito teimoso, mas quero te desejar boa sorte, vai precisar, mais uma coisa, a situação está mais feia do que você pensa então tenha cautela. Descanse bem, vai precisar.

domingo, 9 de setembro de 2012

Capítulo-5 Parte-1


O Destino de Julia



Andando esgotados pelas ruas de Buenos Aires, percebemos que o dia já estava chegando, então eu avistei um carro preto. Era Ângela, ela fez um gesto nos chamando para ajuntarmos a ela.
----Vocês estão bem cansados, como é que aconteceu tudo?
----Antes de tudo você poderia nos levar a algum lugar para nos alimentarmos e depois nos deixar no aeroporto? –perguntei exausto.
----Nada disso! Meus pais estão no nosso rancho, e vocês vão comigo, nem que seja para ficar lá um dia somente, mas vocês vão.
----Agradeço de coração tudo o que você está fazendo por nós, mas... não quero te dar mais trabalho do que já demos a você, não quero estar abusando de sua generosidade.
Então ela me respondeu com um tapa na cara, meus amigos deram gargalhadas tirando um sarro, mas ela não estava muito contente.
----Como você pode achar isso, considere a visita sua e de seus amigos no nosso rancho como uma gesto de gratidão.
----Acho que só um dia não faz mal. –argumentou Bocs.
Sem mais delongas adentramos em sua limusine. Era muita espaçosa. Tinha uma televisão enorme que separava o lugar onde o motorista ficava e onde nós estávamos. Comecei a contar os fatos ocorridos durante a captura da Pedra Cardeal em quanto o carro silenciosamente se dirigia para o suposto rancho dos pais dela.
----Seria um pouco trágico se vocês morressem na primeira missão cardeal.
Assenti com a cabeça, como resposta.
----Mas não baixem a guarda só por que foi fácil derrotar essa valk.
Percebi que o carro agora diminuíra a velocidade aos poucos para passar por um grande portão que consegui ver pela janela, então depois de alguns metros, o carro parou completamente.
----Chegamos! Não sejam tão tímidos, e nem atirados demais. Evitem falar muito com meus pais, eles são muito sistemáticos, Não gostam de meus amigos.
Todos nós fazemos que sim com a cabeça sem querer questiona-la nada.
Fomos recepcionados pelo mordomo da casa que me lembrou Alfred do filme Batman, bem vestido de terno e bem educado.
----Fala Alfred! –tentei aliviar o clima formal. ----Como é que ta o Batman?
Ele simplesmente me olhou com desprezo de cima a baixo ignorando meu comentário.
----Bom dia Milady! Deixe que eu os guie para seus seguintes aposentos.
----Um belo dia Alfred e muito obrigado por nos guiar até lá.
O primeiro cômodo era uma sala de estar enorme, sem qualquer significância, havia uma escada bem larga no centro do cômodo que nos levava até os quartos acompanhados pelo mordomo e os bagageiros que colocaram nossas malas em seus devidos lugares. Agradecemos e logo seguimos Ângela indo para a cozinha onde seus pais estavam.  A cozinha era a maior que eu já vira antes, era tudo muito convidativo.
----Vocês devem ser os amigos de Ângela. –disse o pai dela. ----Me chamo César Maddison e essa é minha esposa Mara Maddison.
----Me chamo Matheus, esse é Lucas, Maria Eduarda e João pedro. –falei.
----Um grande prazer conhece-los. –disse Duda e JP juntos.
----Juntem a nós, tem bastante comida. –ofereceu Mara.
----Obrigado mãe, mas estamos querendo um pouco de ar puro, vamos tomar o café lá de fora se não se importar. –interveio Ângela.
Ela pediu que uma empregada providenciasse nosso café do lado de fora da casa. O quintal era enorme, havia uma piscina gigantesca redonda como se fosse um lago, ao redor da piscina havia um gramado bem aparado, árvores por todos os lugares e uma casa de vigas rodeadas pelo pé de maracujá tapando qualquer raio de sol que tente adentrar, mais a direita da piscina a uns 500m havia um lago de verdade que se perdia no horizonte, havia muitos jardins também, era tudo muito cheio de natureza.
Nós sentamos ali em uma mesa que estava sobre um tablado antes da piscina formando uma área ao ar livre, em fração de segundos a mesa já estava lotada de suprimentos prontos para serem devorados. Eu estava realmente faminto, mas não quis parecer tão mal educado.
----Isso aqui é tudo muito bacana. –Duda tentou quebrar o silêncio.
----Porque você não quer que falemos tanto com seus pais? –Perguntou JP.
----Eu também não entendi, eles parecem ser pessoas tão legais. --Completei.
Ela nos retalhou com o olhar.
----Por alguns motivos....
----Muito bem...Acho que aqui vai ser um bom lugar para descansarmos. Não é pessoal? –Interrompi Ângela pois sabia que ela não queria falar sobre tal assunto.
----Claro! E por isso não vamos deixar que acabem com nosso planeta tão fácil, Toda essa natureza diante de nós é linda, não podemos deixar que a destruam.                    –Concordou Bocs.
Depois de tomado o café da manhã, Ângela nos levou para conhecer o restante do racho que mais parecia um castelo de contos de fada. Ela sabia que queríamos descansar por isso não terminou de mostrar o rancho, nós simplesmente fomos até a beira do lado e deitamos ali no barranco para tirar um cochilo.
----Pessoal fiquem a vontade, eu vou ali dentro pegar umas bebidas. –Disse Ângela andando em direção a manssão.
Nós assentimos, então quando Ângela já estava bem longe, um homem apareceu atrás de nós. Quando nos viramos vi que ele era Hermes o deus mensageiro, ele estava com roupas normais apenas com um boné com asas e uma bolsa do lado direito.
----Bom dia galera! Trago boas novas.
----Um grande prazer vê-lo Hermes. –Disse duda.
----O que o trás aqui? –Perguntou JP sarcasticamente. 
----Trago notícias para Math.
----Olha lá! Só me diga se for notícia boa por favor.
----Tenho certeza de que você vai gostar, e mesmo se fosse notícia ruim eu teria que falar de qualquer jeito. É de sua doce Julia, ela pediu para que eu traga essa carta até você. Você é um garoto de sorte rapaz! Ela é uma moça adorável. –Hermes me entregou a carta.
----Eu tenho certeza que sim, então ela está realmente a salva?
----Pode apostar que ela esta sendo bem cuidada. Agora eu tenho que pessoal, foi um prazer ver todos vocês. Desejo êxito em sua missão, ficaremos muito gratos pelo seus atos de coragem.
Ele pulou no lago e entes que caísse, ele tele transportou. Não quis parecer mal educado, mas pedi licença a eles para me retirar. Fui logo para atrás de uma árvore distante de meus amigos ler a tal carta, ela dizia:

“Meu querido Matheus! Não quero que você pense que estou em perigo ou coisa e tal, saiba que eu estou bem e morrendo de saudades de ti, logo, logo eu estarei perto de ti para quem sabe ajudar na sua missão. Estou tendo treinamento com Eólo, Zeus deu a permissão para tal ato. Se você se lembra eu sei um pouco de taekwondo, então pedi para que Ares me ajuda-se em terminar de chegar ao meu ponto máximo nesse tipo de luta, a princípio ele quase me matou, mas então ele me fez uma proposta: Só aceito completar seu treinamento se você conseguir salvar o mundo com seus amigos idiotas, mas caso você não consiga eu transformarei você em uma estrela para que você possa assistir a destruição do mundo aos poucos lá de cima. Mas quando eu terminar com meu treinamento irei te ajudar. Eu sei que você está achando que isso é loucura, mas vocês vão precisar de ajuda, alem do mais não quero te perder e você não vai se livrar de min tão cedo”
De sua querida e sempre amada Julia.

Consegui sentir uma lágrima descendo sobre meu rosto, então quando guardei a carta eu pude me lembrar do grande buraco em meu coração que Julia me deixara. Eu estava morrendo de saudades, então desabei escorado na árvore olhando para a paisagem a frente tentando conter minhas lágrimas.  



Capitulo-5 Parte-2

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Capítulo-4 Parte-2

Então eu despertei na mesma hora em que minha nova amiga acordou, Parecia que eu havia dormido somente alguns minutos, mas realmente fazia horas que eu estava ali, então anunciaram que o avião estava prestes a aterrissar, foi um pouco bem tranqüilo. Meus amigos já tinham decido, pois estavam bem nos bancos da frente, mais atrás estava eu acompanhando Ângela que viajara sozinha, para visitar o seu pai que era separado de sua mãe.
----Muito bem Math, agora eu tenho que ir. –disse ela enquanto chagava um carro preto bem elegante atrás dela. 
----Mas posso dar uma carona a vocês até a casa rosa se quiserem.
----Seria um grande favor, mas não estaremos te incomodando? –perguntei a ela.
----Não mesmo, entrem, entrem conheço tudo por aqui.
Entramos no carro de Ângela, era bem confortável, bancos de couro tudo em perfeita ordem natural do carro era bem veloz também, que rapidamente chegou na Casa Rosada.
----Foi um grande prazer conhecer todos vocês, meus amigos. –disse a educada Ângela.   
 ----Algum dia talvez nós nos veremos de novo. –falei a ela.
----Algum dia sim, e que nesse dia você não tenha encontrado seu amor. –disse ela levantando do carro e me dando um beijo no rosto de despedida.
Logo depois ela se foi, e ficamos ali em frente a casa rosada pensando em como entrarmos, pegar a bússola e sairmos sem sermos notados,
----Vamos pessoal, agente ficar aqui pensando não vai resolver nada. –tentei animar o pessoal.    
 ----Você tem razão, não fazemos a mínima idéia de como é essa Casa por dentro. –falou Bocs.
Todos concordaram, e fomos civilizadamente entrando pela porta da frente do Palácio olhando a toda hora onde a bússola apontava, muitos estavam nos olhando estranhando quatro jovens andando pelo Palácio sozinhos, mas não intimidamos com aqueles olharem, somente ignoramos e continuamos a andar. A bússola nos levou para o último andar do Palácio, então começamos a andar em círculos seguindo a bússola.
----Essa bússola esta estragada. –falei JP.
----Não! Me empreste aqui essa bússola, tive uma idéia. –exclamou Duda.
Então Duda pegou a bússola e apontou para cima, mostrando que a pedra estava em algum lugar por ali.
----Aqui fala que a pedra esta lá em cima. –falou Duda sem entender.
----Como nós vamos pega-la então? –perguntou Bocs.
----Nós vamos ter que voltar aqui a noite, quando não existir mas nenhuma alma viva.   –eu falei.
----Ok então, faremos isso. –concordou Bocs.
Era de tarde, e não conhecíamos aquele lugar muito bem, então nós sentamos ali em um banco de pedra de frente para a rua movimentada, esperando o tempo passar. Até que de repente eu avistei um carro negro parando em uma vaga ali perto, logo então desceu Ângela vindo ao nosso encontro.
 ----Vocês vieram ao Palácio para verem somente como é o banco de pedra? –sorriu Ângela.
----Pois é, olha que coisa estranha. –retruquei sem ter a mínima idéia do que falar a ela.
----Vamos conhecer a cidade comigo então, já que vocês não estão fazendo nada.
----Boa idéia, mas a noite você pode nos deixar aqui? –perguntei.
----Não sei porque, mas claro que posso, agora vamos.        
 O motorista daquele carro, parecia ser bem simpático, mas ao mesmo tempo não era muito de conversar.
----Alfred, nos deixe na Calle florida, pode ser?       
----Claro madame. –assentiu Alfred.
Era uma rua cheia de lojas, e aparentemente cheia de brasileiros também, então me senti mais confortado. Foi uma tarde bem agitada para nós, eu comprei só um relógio que achei bacana, JP e Bocs não compraram nada, mas Ângela e Duda se esbaldaram, JP Bocs e eu gastamos muito foi com a comida de lá, era realmente muito boa.
Depois de passarmos por quase todas as lojas fomos até o Pronto Pizza, uma pizzaria bem elegante que fazia pizzas maravilhosas. Pedimos duas pizzas uma metade calabresa e metade portuguesa e a outra do sabor chocolate. Depois de pagarmos a comida fomos dar mais algumas voltas pelas lojas, eu achei um boné incrível vermelhos com detalhes pretos, mas acabei não comprando,.JP comprou uma pulseira de corda preta com detalhes cinzas, Bocs não comprou mais nada e nem Duda. Continuamos a andar até que chegamos em um tipo de habitat natural com muitas árvores e pequenas diversas cachoeiras caindo sobre um lago cristalino, só que dentro da cidade, parecia até as cataratas de plitvicka.        
----Mas que lugar lindo!–disse Duda.                               
----Devo concordar. –eu disse.   
----Eu estou admirada, eu completamente moro aqui, mas nunca vi esse lugar.–argumentou Ângela.
Enquanto Duda, JP e Bocs olhavam maravilhados o local, Ângela chegou querendo conversar me levando para um lugar mais distante do pessoal.                  
----Math! Quero te pedir desculpas sobre o que aconteceu no avião.
----Não precisa se preocupar Ângela, já estamos esclarecidos não? –indaguei.      
----De certa forma.....mas, aquilo foi mais como um teste que eu fiz com você.           
----Um teste?  
----Sim, para saber se você realmente ama Julia, e quero dizer que você foi aprovado.
----Julia!? Ela está bem?                                                                            
----Não se preocupe, ela está bem protegida, aquilo foi só para você ficar mais focado em sua missão, em breve você a verá novamente, mas você é realmente bonitinho.
----Obrigado eu acho..., mas quem é você afinal?  
----Eu sou uma guardiã escolhida pelo seu pai, para te dar uma breve ajuda, e falando nisso, eu acho que já está na hora de irmos, não da tempo para admirar o local.   
----Você tem razão, já está tarde. Fomos logo chamar todo o pessoal para entrarmos na limusine. Demoramos cerca de 1H e meia para chegamos na casa rosada, quando descemos, Ângela me deu um breve tchau.           
----Eu não posso ficar aqui com vocês, mas lhes desejo toda a sorte do mundo, e que os deuses estejam com vocês, que nós possamos nos ver novamente. E Math! Jamais abandone esse seu sentimento pela Julia, pois eu sei que você realmente a ama.
----Muito obrigado Ângela, por eu ter conhecido uma amiga tão bacana como você, e por tudo o que você fez para mim e meus amigos. Sem mais delongas, nos apressamos para escalar os portões, com uma corda de escalada que Nero deixara em nossas mochilas. Nós tivemos êxito, mas quando nos deparamos com o muro do palácio que tínhamos que escalar, Duda queria desistir, mas nós não forçamos ela a vir conosco. Foi uma escalada muito difícil e cansativa, cheia de obstáculos, mas não nos deixamos cair pelas dificuldades.          
----Agora veja na bússola para onde ela aponta realmente. –falou JP.                   
----Ela esta apontando para o meio do prédio, vamos La. –eu ordenei. 
Subimos umas escadas, viramos uns corredores e chegamos a um grande salão. Ali havia uma grande mesa redonda no centro, e umas 30 cadeiras que a cercava. O lugar era enfeitado por figuras de agricultores, alguns alpinistas, flores (principalmente rosas) e também em uma das paredes havia uma exposição de quadros. Havia fotos de todos os presidentes da Argentina naquela exposição.----É daqui que todo o país é comandado. – Disse Duda.Mas enquanto eu e Duda apreciamos o local, JP e Bocs já estavam em serviço. Cada um foi para uma lateral da sala a procura da pedra. Logo eu e Duda já havíamos revistado todos os vasos de planta quando Bocs avisou:----A bússola está apontando para todos os lugares, não para de rodar.Provavelmente havia passado umas 3 horas, e já estávamos no meio da noite quando ouvimos um barulho. Paramos tudo que estávamos fazendo. De repente uma porta se abriu preguiçosamente na lateral da sala. Uma mulher loira com grandes asas entrou no lugar.Ela usava uma armadura que parecia ser feita de ouro com os detalhes em prata. Tinha uma tiara de invejar qualquer mulher. Nessa tiara havia uma pedra: uma pedra oval, de um branco cheio de vida. Essa pedra parecia ser oca, uma leve névoa podia ser vista lá dentro circulando. A Pedra Cardeal do Leste parecia estar ferida. Suas extremidades tinham um verde nojento, parecia estar apodrecendo aos poucos.A mulher estava tão distraída comendo seu Big-Mac que não percebeu nossa presença. Ela entrou na sala arrastando sua longa capa pelo chão. Era uma capa vermelha que estava presa aos ombros. Olhei para meus amigos, eles estavam tão espantados que não conseguiam se mexer. Então algo inesperado aconteceu: a mulher tropeçou na mochila da Duda. Ela soltou um grito de espanto e finalmente tirou os olhos do seu sanduíche. Olhou ao redor e encontrou quatro adolescentes parados feito estátuas. Ela ficou tão espantada que se engasgou. Sinceramente, aquela foi umas das cenas mais engraçadas da minha vida.Aquela mulher lindíssima estava tossindo feito louca. Mas ninguém saiu de seu lugar para ajudá-la. Olhei para Bocs e ele já tinha armado sua besta compacta. Fiz o mesmo, e ao escutar o barulho da minha Édge sendo desarmada, a mulher parou de tossir e começou a farejar o ar. Então sorriu e disse:----Bem vindos meus amigos! – ela fez uma reverência – Vocês estão no Salão Supremo do Governo Argentino. Por favor, se retirem antes que eu coma seus fígados. Também levem essa espada horrível para longe daqui.----Você tem uma coisa que nos pertence. Só vamos embora daqui com a Pedra Cardeal do Leste. – disse Bocs.----Ótimo. Quatro crianças vão lutar contra uma das senhoras das Valkiryas. São corajosos, mas nem um pouco inteligentes.Ao dizer isso, Duda pegou uma caneta que estava sobre a mesa e tacou na mulher. Com sua mira perfeita, a caneta acertou o único ponto da armadura que estava á mostra: o ombro.          A Valk urrou de dor e olhou com extrema raiva para Duda. Começou a andar em direção a minha amiga quando Bocs agiu: uma flecha acertou inofensivamente o rosto da mulher. Ela se virou para ele e disse:----Corre mortal, ou você irá descobrir por que é chamado assim antes de piscar outra vez.Eu não a esperei agir. Coloquei a pulseira que ganhei de Nero e fiquei invisível. Corri e fiquei um passo à frente de Bocs. A Valk abriu suas asas e voou para atacar ele, sem me ver, é claro. Quando estava perto o suficiente eu levantei a Édge para acertá-la no meio do tórax. Mas algo incrível aconteceu. Em uma fração de segundo ela conseguiu sentir o cheiro da minha lâmina e desviou. E começou a gritar:----Menino idiota, acha que sou burra? Até o ar geme quando você mexe essa lâmina, e eu posso escutá-lo muito bem e saber onde você está, mesmo quando está invisível.Ao dizer isso os meus amigos se deram conta que eu tinha desaparecido. Retirei a pulseira e eles ficaram mais aliviados em saberem onde eu estava (menos Bocs, porque ele quase caiu para trás com o susto que levou quando apareci). Mas ele logo se recuperou e lançou uma flecha de sua besta em direção à Valk. Ela não esperou a flecha atingi-la inofensivamente outra vez. Voou para o alto desviando da flecha e se segurou em um lustre enorme que havia no meio do teto do salão.Duda com toda sua esperteza e perícia lançou sua faca na direção do lustre. A Valk achou que minha amiga estava tentando acertá-la, mas na verdade a faca atingiu o fio que sustentava o lustre e ele desabou junto com a Valkirya.A Valk ficou presa ao lustre pela sua capa. Nós nos aproximamos devagar, então JP perguntou:----Quem é você e o que você quer com a pedra?----Eu sou uma Valkirya, e vejo que você é apenas uma criança e não sabe no que está se metendo, por isso não vou castigá-lo.----Mas é você quem está em posição de defesa, e não de ataque – disse Duda.A Valk riu bem auto e depois disse. – Vocês pensam que sabem de algo, mas não conhecem seu próprio inimigo. Nós Valkyrias não morremos. Nós apenas ficamos isoladas do mundo por um tempo. Enquanto nosso mestre viver, nós viveremos. Nós estamos em toda a parte, disfarçadas é claro. Vocês podem se livrar de mim por um tempo, mas não se livrarão de nós. Estamos em todos os lugares. Temos o controle sobre três pedras cardeais. Isso é pouco?Ela riu de novo e eu falei:----Eu mesmo vou decepar sua cabeça, agora!Quando eu já levantava a Édge para decapitá-la, Duda gritou e caiu no chão. Ela tremia como se estivesse tendo uma convulsão. Eu, JP e Bocs nos ajoelhamos ao lado dela e tentamos segurá-la. De seus olhos saiam lágrimas de sangue, e o prédio todo começou a ruir. De repente, quando pisquei o olho, eu estava de volta, olhando para a Valkiria. Todos meus amigos e eu estávamos de pé, como se nada tivesse acontecido, mas só eu podia me lembrar, falei desesperado:----O que foi isso?----Isso o que? – Disse Duda.----O que você fez, sua vadia? – Eu disse olhando cheio de raiva para os olhos secos e frios da valkiria.----Criança, você apenas degustou um pouco de meu poder.Ela começou a gargalhar de novo. Bocs perdeu a paciência, trocou sua pequena besta pelo seu enorme arco e pegou uma das flechas especiais que ganhou no acampamento. Aproximou o arco à apenas alguns centímetros da cabeça da Valk e disparou. Todos nós fechamos os olhos para evitar o sangue que iria espirrar. Talvez até alguma gosma verde pudesse sair da cabeça de um monstro mitológico, nós não sabíamos. Mas ao invés de sangue ou gosma verde, a flecha apenas entrou no crânio da mulher. Os seus olhos ficaram sem foco e vidrados na provável luz no fim do túnel. Quando Bocs retirou a flecha, pudemos ver o que havia dentro.A cabeça da Valkiria era recheada por isopor. Com certeza esperávamos mais. Mas tinha apenas isopor branco e resistente. Duda pegou a Pedra Cardeal do Leste. Quando ela foi desacoplada da tiara, os cantos podres voltarão à vida. Agora a leve fumaça de seu interior brilhava com muita intensidade. Era um brilho amarelado.----Agora só faltam duas. – disse Bocs com seu tom irônico super irritante.



Capitulo-5 Parte-1         






terça-feira, 28 de agosto de 2012

Capítulo-4 Parte-1



Conhecemos a Casa Rosada

Já não estávamos mais em Porto Alegre. Era uma avenida bem larga, com muitos prédios enormes. As pessoas ao nosso redor falavam espanhol. Mas aquilo era muito diferente. Eu não sentia meu corpo, nem meu próprio peso. Olhei para baixo e levei um susto: eu havia sumido! Eram apenas meus olhos flutuando em um país hispânico. Éolo apareceu do meu lado, ele estava inteiro, e disse:
----Agora que estamos aqui, quero lhes falar onde está a Pedra Cardeal do Leste. Ela está bem ali – disse ele apontando para um grande castelo rosa – e está protegida pelo exército de um país inteiro. Estamos na Argentina, – antes de ele terminar, eu já sabia que castelo era aquele. – e aquele é a sede do governo, a Casa Rosada. Agora, vamos voltar para o Brasil...
As cores dos prédios e da Casa Rosada foram se misturando e eu estava de volta aquela cozinha magnífica, junto com meus amigos que estavam tão confusos quanto eu. Duda perguntou:
----Se a pedra está lá, porque você não nos deixou lá para recuperá-la?
----Minha querida, deixe-me explicar a vocês como o mundo funciona. – Ao dizer isso, imagens começaram a flutuar pela mesa, eram imagens de deuses de várias crenças. - Todos esses deuses existem, pessoas de todo o mundo cultuam eles. Egípcios, gregos, romanos, asiáticos, maias, incas, astecas, havaianos... Enfim, existem milhares de nós. Mas vocês nunca vão encontrar eles juntos. Por que no mundo existem fronteiras. Nós deuses, temos leis, e a maior delas é respeitar o território dos outros. Se eu ousasse pisar na Argentina, seria destruído por uma força suprema que mantêm o mundo em paz. Essa “Força Suprema” vocês conhecem muito bem.
----O Deus de todas as coisas– disse Duda.
----Isso mesmo – respondeu Éolo. – Por isso a pessoa que trocou as Pedras de lugar levou-as para outros países. Ele sabe que os deuses não podem atravessar as fronteiras.
----Então como você nos levou até lá? – quis saber Bocs.
----Sou o deus dos ventos. Onde há vento, eu posso “dar uma espiadinha”. E vocês nem são deuses, vocês podem ir a qualquer lugar do mundo sem serem “repreendidos”. Quando eu soube que Aristeu havia escolhido vocês para realizar essa missão, decidi testá-los. Por isso resolvi roubar sua bússola. Vocês passaram no teste. Aqui está seu brinquedinho. – Ao dizer isso, nossa bússola apareceu sobre a mesa. – Durante o dia todos vocês testemunharam os poderes de um deus não-olimpiano. Imaginem os poderes dos deuses do Olimpio...
----Seria um pouco constrangedor conhecer os poderes de Afrodite – disse JP.
----Não se engane com as aparências, jovem semideus. – Falou Éolo. – Mas ela é realmente encantadora, se vocês querem saber.
Todos nós rimos para descontrair. Por fim, o deus dos ventos disse:
----Vocês podem dormir aqui hoje, mas levantem cedo, pois vou dar uma carona para vocês até onde eu posso ao amanhecer.
Assim nós fizemos. Duda pegou a bússola e guardou em sua mochila. Quando cheguei ao quarto, haviam duas beliches. Bocs logo disse.
----Não vou dormir na mesma beliche que o JP.
----Nem eu ia querer dormir na mesma que você. – Respondeu JP.
Eu e Duda reviramos os olhos. Era tão infantil aquela implicância... Mas eu acabei levando meu colchão para a cozinha para não ouvir as brigas dos dois, Duda tentou continuar ali entre eles dois. Eu tinha que dormir bem, amanhã o dia seria bem difícil, então a Duda chegou trazendo seu colchão.                                                                              
----O que aconteceu? –perguntei.                                                                                         
----Aqueles dois não param de discutir, posso dormir aqui?                                                       
----Claro! –então na mesma hora me virei e apaguei.                                                          
Quando os raios do sol finalmente alcançaram minha cara pela janela daquela cozinha, me coloquei de pé com uma energia de um touro, procurando algo para comer, como se eu havia adormecido por vários meses.                                                                         
----Levantou bem cedo em Math. –disse Èolo.                                                                 
----Não entendo porque eu levantei tão cedo, eu sempre acordo tarde.                          
----Melhor assim, venha tome seu café. –disse ele dando um sorriso.                  
----Vou escovar meus dentes primeiros, quando nós sairmos? –perguntei.                              
----Provavelmente umas 7:30.                                                  
Fui escovar meus dentes, então eu voltei para a cozinha para tomar um café bem forte que Éolo fizera. Quando eu me levantei, fui arrumar as minhas coisas, e enfim me juntei a Éolo q ue estava sentado no meio-fio daquela rua com um aparelho de som aparentemente bem potente, mas estava tocando uma música baixa, novamente do Bob Marley que eu conhecia bem.                                                                                                   
----Math, não que eu esteja certo de nada, mas tenha bastante cautela sobre esta missão, mas não só sobre si mais sobre toda sua equipe.                                                                  
----Eu sei que é minha primeira missão, e já me colocam como o líder do grupo, sei que é realmente muita responsabilidade, mas irei fazer o possível para trazer a vitória para todos nós, como nosso amigo Bob Marley dizia “A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem pára em qualquer topada.”                                               
----Muito bem lembrado Math, nós perdemos uma grande pessoa em nosso meio, mas ele nos serviu de exemplo, como ele era ousado, ele se defendia e tentava defender o seu próximo, e mesmo com tantas derrotas que aconteceu na vida dele, ele sempre se ergueu e continuou lutando para dias melhores.                                                                   
----Mas acho que agora vou ali acordar meu parceiros para irmos logo.                                 
Entrei e acordei Duda que havia dormido na cozinha juntamente comigo, então terminei de acordar Jp e Bocs por último. Saímos pouco antes do horário desejado de saída, o carro dele era por incrível que pareça uma Brasília antiga preta, mas bem conservada, logo depois chegamos no aeroporto, nos despedindo de Éolo agradecidos por tudo o que ele fizera por todos nós, quando desviamos os nossos olhos para analisar o aeroporto e viramos novamente notamos que ele já não estava mais ali. Compramos nossas passagens bem em cima da hora, pois o avião já estava na pista há um tempo, então corremos apressadamente para que não tivéssemos chegado tarde demais, mas com muita sorte conseguimos entrar tranquilamente. Desta vez eu fiquei em uma poltrona no meio sem nenhum de meus amigos por perto, mas Bocs, Duda, JP haviam  conseguido lugares um do lado do outro.                                                                                       
----Não se preocupe seu forever alone, chegaremos em algumas horas. –disse Duda dando gargalhadas ignorando todos que estavam olhando para ela.                                           
Então o avião finalmente decolou tranquilamente com o destino a Buenos Aires, meu pequeno medo já havia sumido por que eu deveria me acostumar, pois tinha a sensação de que eu viajaria em um avião mais vezes, mas então me acomodei e tentei relaxar.                                                                                                                                   
----Muito prazer, me chamo Ângela. –disse uma garota que estava sentada no meu lado direito, ela tinha um rosto bem bonito, ela usava uma calça jeans, sapatilha e uma blusa regata acompanhada por um colete jeans.                                                               
----Me chamo Matheus, mas todos me chamam de Math.                                                      
----Lindo nome, assim como você. –disse ela mordendo os lábios.                                               
----Posso dizer o mesmo.                                                                                                      
----Você deve ter 16 anos? –perguntou ela.                                                                         
----Tenho 15, e você também tem 15. –disse a ela como se fosse um detetive bem experiente.                                                                                                           
----Meus parabéns, você acertou.                                                                                               
Então começamos com uma conversa bem agradável, eu sabia que ela estava interessada em min por causa de suas várias indiretas, mas eu tentava me conter, porque achava que eu um dia reencontraria minha preciosa Julia, enquanto estava tendo esses pensamentos, Ângela pegou minha mão direita sem eu perceber enquanto pensava e quando eu me dei conta do que estava acontecendo, Ângela me deu um beijo no canto de minha boca. Mas eu havia me esquecido de quanto o amor era bom, então por um momento não hesitei em me virar e dando um tipo de meus beijos em sua boca.                            
----Você é cheio de surpresas em? –disse ela puxando minha camisa em direção a ela para beija-la novamente.                                                                                                          
Então quando nossos lábios se tocaram, tive a sensação  de que Julia ainda estava em algum lugar me esperando, então consegui me conter desta vez.                               
----Vamos só sermos amigos, digamos que eu ainda tenho um donzela para resgatar.                                                                                                                                            
----Adoro garotos românticos e misteriosos, mas se você quer assim então seja eu sei se quiser te beijar de novo eu poderia, mas ela seria melhor do que eu?                             
----Sim..., não..,. Não quero me comprometer, perdendo uma grande amiga como você, mas essa donzela conseguiu conquistar meu coração.                                                              
----Eu entendo, sei como é isso, mas o meu príncipe nunca mais apareceu para me buscar, mas infelizmente o único homem que conheço que chega perto de ser um príncipe é você Math, mas não vou tira-la de seus pensamentos, eu conseguiria mas você a ama. –disse ela rindo para mim.                                                                                       
Concordei, mas então continuamos a conversar durante a viajem enquanto os meus amigos dormiam, eu sabia que estava realmente cansado, e percebi que Ângela também estava começando a tombar de sono, dando varias piscadas e bocejando, então coloquei a cabeça dela em meus ombros e minha cabeça sobre a dela, parecia que éramos um casal apaixonado a um bom tempo ao olhar das pessoas a nossa volta, então quando dormimos, tive um lindo sonho com Julia. Ela estava em um lugar bem bonito, com árvores, e um rio que passava atrás dela indo até chegar a uma grande lagoa, e ela falava.                                                                                                                                                      
----Math, eu sei que você se lembrou de min hoje, enquanto essa Ângela tentava te agarrar, mas ela parece ser uma boa companhia, mas por favor eu sei que você é fraco por garotas bonitas, mas você me Vera em breve, não fique ocioso demais, só termine essa missão o mais rápido que conseguir.                                                                                          
----Posso ser fraco por garotas bonitas, mas meu dia-dia é mais tranquilo até o momento em que minha cabeça me leva até você. Minha cabeça me trai, o coração aperta, a atenção esvanece o frio na barriga... Com tantos sintomas a saudade até parece doença, mas sei que a cura é a sua presença..., você me da esperança para continuar a lutar.                                            
----Tome cuidado durante a missão meu grande príncipe. –disse Julia acenando para min.


Capitulo-4 Parte-2

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Capítulo-3 Parte-2



----Lar, doce lar... – Éolo olhava para as paredes imundas da casa como se aquele fosse seu maior orgulho - eu pedirei umas pizzas, se quiserem. – Disse ele enquanto se sentava no sofá – vou ficar aqui até vocês decifrarem o código e me falarem o nome do rei.
Duda nos chamou para um cômodo ao lado da sala. Aquela parecia ser a pior cozinha do mundo. Sobre o fogão haviam enormes pedaços de pizza mofada, os armários pareciam muito com grandes pedaços de madeira podre e fedorenta, quanto ao piso... era difícil acreditar que um dia foi branco. Mas ao meio do cômodo havia uma mesa luxuosa de vidro cercada por quatro cadeiras impecáveis, estofadas com almofadas brancas e feitas de madeira.
----Vamos sentar – disse JP para quebrar o silêncio.
Assim nós fizemos. Quando todos sentamos Duda pegou um pedaço de papel e uma caneta de sua mochila e escreveu todo o poema. Ao terminar ela disse:
----Vocês tem alguma ideia?
O papel veio primeiro a mim. Peguei aquele poema, li atentamente cada linha umas 5 vezes. Mas quanto mais eu lia, menos sentido fazia. Passei o papel para JP, após algum tempo ele também desistiu. Com Bocs não foi diferente. Quando o papel voltou para Duda ela disse:
----Estou morrendo de fome, vocês não querem pizza? Ajuda a pensar...
Antes que ela pudesse terminar de falar, nós já estávamos saindo do cômodo para pedir as pizzas à Éolo.
----Vocês querem comer?
----Aham – disse Bocs.
----Vou pedir umas pizzas, se quiserem assistir televisão enquanto esperam... – de repente uma televisão de mais ou menos 72 polegadas apareceu no chão, junto com uma antena da Sky já instalada. JP ligou a TV, pegou um controle que apareceu atrás da TV, e foi passando os canais até achar algum interessante. Até que ele parou na Discovery Chanel, estava passando um documentário sobre as sete maravilhas do mundo antigo.
----Era iluminado pelo fogo de lenha ou carvão. Inaugurado em 270 a. C., o farol foi destruído por um terremoto no século XIV... – dizia a televisão quando Duda gritou:
----É isso!
----Isso oque? – disse Bocs com tom indediado.
----Descobri como decifrar o código!
----E como é? – Ele disse, dessa vez já não estava mais entediado.
----Bom, primeiro pensei em transformar os números em letras, tipo: em algarismos romanos 500 é "D". No meio está o cinco, que em algarismo romano é "V". O primeiro número é 1 que em algarismos romanos é "I", e a primeira letra é "A". Então eu tenho "D" "V" "I" "A". Reorganizando: DAVI. É isso mesmo? Rei Davi?
Todos estávamos com os queixos caídos, eu não entendi uma palavra que ela disse, mas Éolo veio até nós aplaudindo. Eu sabia que Duda era inteligente, mas aquilo era realmente impressionante.
----Agora vamos jantar, tenho muitas coisas legais para falar.
Todos seguimos em direção à cozinha em fila, liderados por Éolo. Eu podia sentir o poder daquele deus em minha pele. Quando ele estava longe, o lugar fedia, eu escutava os caminhões barulhentos do lado de fora, até mesmo as formigas e cupins que saiam das paredes me incomodavam. Mas quando Éolo se aproximava, os barulhos não eram apenas barulhos. Pareciam com música, tudo sincronizado, o cheiro de podridão das paredes e do chão era substituído por uma leve brisa. Como se estivéssemos em um apartamento bem alto e com a janela aberta. Até minha mente trabalhava e se concentrava melhor. Era esse o motivo de os deuses serem tão venerados? Eles faziam o mundo entrar em harmonia? Olhei para meus amigos, eles pareciam se fazer as mesmas perguntas.
Quando chegamos à cozinha, já não havia mais paredes sujas ou pedaços de pizzas podres. Tudo estava extremamente organizado, panelas de alumínio organizadas por ordem de tamanho no armário, o chão brilhava tanto que eu não podia nem olhar direito para ele, mas pude ver tapetes que pareciam ser caríssimos por todo o cômodo. Em cima da mesa havia um grande mapa da região sul do Brasil, e de outros países que o cerca.
----Uau! – Disse Bocs.
Éolo olhava para nós rindo, na verdade ele estava gargalhando. De repente tudo começou a desmanchar - eu já conhecia bem aquela sensação – as cores foram saindo de seus lugares e um redemoinho de figuras nos cercou. Levou uns dez segundos até tudo voltar em seu lugar.
Capitulo-4-Parte-1