No outro dia eles voltaram de
caras viradas um para o outro, e JP mesmo sabendo da perda do amigo, não quer
saber de mais nada a não ser de uma vingança que ele tanto fala. Fui saber do
que estava acontecendo depois de um bom tempo. Mas meu sonho desde então é que
eles voltassem a ser amigos.
----Bem comovente. –disse eu.
Eu fiquei bastante chateado quando
fiquei sabendo de tudo aquilo, pois eu era um cara bem extrovertido, e depois
quando perdi minha querida Julia fiquei bem triste, não encontrava meu humor e
essas histórias não me ajudavam, só pensava em como seria minha vida sem meu
amor para me alegrar novamente.
Mas eu então me lembrei que do que
Julia vivia me dizendo. Se a vida lhe oferece limões faça dela uma limonada,
então eu me levantei meio triste e lembrei de como minha vida estava, e se eu
ficasse só ali sentado, tenho certeza de que Julia iria me dar um sacode; Então
me levantei e fui logo treinar para descobrir mais sobre como é ser um filho de
um deus.
Eu estava treinando bastante, acordava
cerca de 6h da matutina, para dar tempo de treinar um pouco antes dos eventos
que Aristeu criara para toda aquela garotada, pois ele criava muitos eventos e
eu tinha que aproveitar muito o tempo livre para treinar, então meu dia só
acabava perto de meia-noite.
Bocs e Duda já tinham se tornado meus
melhores amigos daquele acampamento, mas ainda assim Duda e eu tentávamos falar
com JP, mas ele não gostava de conversas.
A semana havia passado ligeiramente
rápida e quando me dei conta me lembrei que já estávamos no sábado daquela
semana e no Domingo Aristeu me dissera que iria me mandar a uma missão. Ele me
disse que Poseidon havia me escalado para essa missão. Mas eu precisava levar
comigo mais três pessoas. Eu não podia questionar nem negar, pois ele era certo
do que fazia e também era uma autoridade maior. Já sabia que iria levar Bocs e
Duda comigo eles já tinham até confirmado, queria levar Charlie também, mas eu
não o via há um bom tempo, então decidi que iria levar JP sem ele saber que eu
pretendia isto.
O sol já havia se posto e Aristeu já
estava preparando uma fogueira para todos nós naquela noitinha, e eu ainda não
havia visto Charlie então fiquei certo de que chamaria JP para participar da
missão. Quando reunimos todos naquela noite em volta daquela fogueira sinistra,
Aristeu já chegou chamando a atenção de todos que lá estavam e me perguntou.
----Math! A missão da busca das pedras
Cardeais é toda sua, sei que você não teve muito tempo para treinar e talvez
ainda não tenha dominado a Èdige de seu pai, mas precisamos o quanto antes
desse artefato antes que algo pior aconteça.
----Eu sei que ainda não estou pronto, mas
vou dar tudo de mim nessa missão.
Todos olharam para mim com grande
admiração, percebi nos olhos das pessoas que aquela deveria ser uma missão
muito difícil. Mas como sempre, eu estraguei tudo perguntando:
----Mas, afinal, o que essas pedras fazem
de importante?
Não precisou de mais nada pra estragar
minha fama... Alguns riram e fizeram piadinhas de mal gosto, porém Aristeu
falou:
----As pedras Cardeais são relíquias que matem o nosso mundo em perfeito
equilíbrio, ele é muito poderoso. Mas ele foi roubado e agora estamos correndo
perigo com o chamado “aquecimento global”. Agora diga, quem você ira levar para
essa missão?
----Pensei em levar meus novos amigos,
Bocs, Duda e meu amigo Charlie, mas como eu não consegui ver Charlie decidi que
vou levar JP.
JP estava lá quieto como sempre, e
quando eu anunciei que iria levá-lo a missão ele só me deu uma olhada direta
mostrando raiva extrema.
----Muito bem então... –disse Aristeu. ----Mas quero te lembrar que você
será o líder de seu grupo, deve proteger todos e jamais se separarem por
motivos inconvenientes.
Depois de meu anúncio, senti uma
responsabilidade imensa, pois eu sabia que o destino da Terra estava em minhas
mãos, e qualquer coisa que acontecesse de errado com o grupo a culpa seria
minha. Não fiquei com o resto do pessoal na fogueira, até porque eu já havia
perdido o ânimo, treinei um pouco naquela noite e fui finalmente descansar em
minha cama pensando em alguma estratégia que eu poderia usar com meu grupo
escalado.
Naquela noite, por algum motivo eu não
estava conseguindo dormir e depois de todo aquele treinamento que eu fizera o
dia inteiro era para mim estar exausto. Mas decidi que era melhor dar uma volta
pelo vilarejo, enquanto eu andava admirando o quanto aquela noite estava
bonita, consegui ouvir alguns sons de pisadas, então eu parei e corri para a
sala de treinamentos e fiquei só escutando os passos se aproximarem, parecia
ser somente uma pessoa e me escondi, aquela pessoa entrou na sala, usando um
traje de couro, uma espada de cada lado de sua cintura e uma máscara preta, e
então ele entrou no centro de treinamento se perguntando aonde estava o
artefato, eu não sabia do que ele estava falando, mas vi quando ele pegou uma
espada comum aos meus olhos pelo menos e arrancou o cabo, e tirou um largo fio de ouro de
dentro da lâmina da espada; Então ele encaixou o cabo na espada novamente e
começou a andar lentamente para ninguém o ver, não me vi quando eu me atirei
para a Èdige de meu pai que estava pendurada na parede e o barrei na porta. Ele
se assustou, mas depois viu que arma eu estava segurando e falou.
----Pobre garoto! Você sabe o que está
segurando?–Perguntou o ladrão.
----Pode apostar que eu sei.
----Aposta feita. –ele tirou um sarro. ---- Essa é a lendária Èdige de Poseidon, ele
não esta com ela agora pois seu tridente ainda é bem mais poderoso. --disse o
ladrão e continuou. ---- Se você realmente sabe o que está usando, puxe essa
espada e me empeça que eu saia daqui com o fio de ouro.
Olhei para aquela Èdige lendária e
tentei tirar a espada com muita força, mas nada aconteceu.
----Eu sabia , ninguém é capaz de usar essa lenda, agora deixe-me
passar.
Fiquei ali parado sem poder fazer nada
enquanto ele passava por mim, mas consegui lembrar de tudo que eu tinha passado
com Julia e o quanto ela era otimista e alem do mais todo aquele meu
treinamento duro não podia ter sido em vão, foi quando supliquei ao meu pai que
me desce forças para deter aquele ladrão, foi quando uma energia veio em meus
pés, subiu até a cabeça e finalizou em meus braços, arranquei a espada do
escudo e quando eu observei o que tinha acontecido a Èdige lendária estava
sobre minha posse, fui logo atrás daquele ladrão gritando.
----Hei! Deixe este fio de ouro no chão
imediatamente e então deixarei você ir embora.--- Ele se virou dando risadas de
mim até que olhou em minhas mãos.
----Não pode ser que um garoto de 15 anos tenha
dado conta de adestrar a Èdige lendária.
Ele começou a andar para trás meio
trupicando até que ele voltou a si e puxou suas espadas e veio para cima de
min. Com muita facilidade defendi o primeiro golpe de sua espada primária, mas
a outra conseguiu me acertar um corte em meus ombros, mas como ele estava
completamente desarmado já fiquei confiante, então fui para cima dele com uma
investida usando o escudo, mas ele se esquivou com um salto mortal para frente
perfeito, agarrando novamente sua espada.
----Você pode ter dominado a Èdige
lendária, mas tenho certeza de que você não tem idéia do poder que está em suas
mãos.
----Não tive muito tempo de lutar com ela,
mas aprendi como deter um ladrão!!!
E fui para cima dele com uma voadora
aérea enganosa, então ele se esquivou tentando me acertar um golpe nas costas,
mas me virei rapidamente e defendi as suas duas espadas e terminei com uma
estocada em seu ombro direito, ele estava com muita dor, mas ainda podia
correr, então acertei o escudo em suas pernas de um jeito que ele não conseguia
andar. Aristeu apareceu meio sonolento até que percebeu o que havia acontecido.
----Math você dominou a Èdige lendária e
ainda deteve um ladrão com ela?
----Acho que sim. --eu disse, achando que
Aristeu ficaria nervoso por algum motivo, mas lembrei do quanto ele é gente
boa.
----Meus parabéns Math por esse ato nobre.
Tem certeza de que você irá levá-la para sua missão?
----Agora que eu sei o quanto essa arma
possui segredos, não pretendo abandona-la por nada. --eu disse.
Ele achou a Èdige impressionante e pediu minha
permissão para pega-la em quanto eu contava o que havia acontecido, mas quando
ele foi segurar primeiramente o escudo, ele não teve forças e o mesmo caiu
sobre seu braço esquerdo, então eu ergui o escudo com muita facilidade e
guardei a espada.
----Acho melhor a gente só conversar, me
dou por vencido, de todos os adversários que enfrentei esse foi um dos únicos
que me derrubou. –disse Aristeu rindo.
Ninguém havia levantado, depois de toda
aquela barulheira e eu não sabia como, só estava agradecido, então eu me
levantei e pedi permissão a Aristeu para mim dormir.
----Ah sim! Me
esqueci de que você tem um longo dia amanhã, tenha um ótimo resto de noite.
–ele riu novamente.
Fui para cama
e o sono rapidamente me encontrou. No outro dia Aristeu sabia que eu havia
dormido tarde e então me deixou descansar mais um pouco, pois aquela era uma
grande missão. Logo depois de um tempo eu me levantei coloquei uma calça jeans,
calcei meu tênis da Adidas, camisa branca, acompanhada por um colete de couro
leve, arrumei minha trouxa colocando tudo que eu precisaria na missão, tomei
meu café e fui logo me despedir de Aristeu e dos outros amigos meus que ali
estavam.
Bocs, Duda e
JP já estavam me esperando para partirmos, quando cheguei ao local da
despedida, Aristeu chegou com nossas seguintes armas específicas, para Bocs ele
deu um arco e um alfanje cheio de flechas douradas com pontas prateadas, para
Duda ele deu entregou apenas um gládio e uma faca, para JP ele entregou duas
espadas leves, e para mim ele entregou a Èdige lendária. Depois, Aristeu entregou
uns frascos de cores estranhas para Bocs e alguns outros itens foram colocados
dentro de uma caixa de primeiros socorros.
----Vocês
precisam consultar o representante dos deuses no Rio de Janeiro. Ele mora no
último andar do hotel mais luxuoso de Copacabana, chamado Il Magnífico. Boa sorte Math, cuide bem de sua equipe e voltem
vivos com as partes das pedras Cardeais.
----Tudo bem, nós iremos dar conta do recado. –disse Duda.
