Até que Ângela me viu ali caído aos
prantos e notou que meus amigos estavam dormindo na beira do lago. Ela se aproximou
deixando a bandeja de bebidas no chão perto de meus amigos e me trouxe um copo
com uma substância de uma cor vermelha.
----Tome isso é um pouco de vinho, é bom
para relaxar.
----Muito obrigado é o que eu estava
precisando, você poderia me trazer a garrafa logo, estou precisando.
----Você não pode Math, antes disso pelo
menos me conte o que houve. –pediu Ângela.
----Por favor me traga a garrafa que eu
falarei.
Ângela se levantou para pegar a bebida
sem discutir, juntou trouxe outro copo.
----Você não vai querer tomar sozinho,
mas por favor não exagere, você não pode. –Ela me falou dirigindo um leve
sorriso.
----Ok!
Então comecei a falar sobre tudo o que
eu li. Ela estava sem acreditar, então mostrei a mostrei a carta dando vários
goles na garrafa acompanhado pela Ângela até que não havia mais nada.
----Estou muito preocupado... Ela não
pode fazer isso, não quero perde-la.
----Você me prometa que vai protege-la,
se você a ama tanto... Saiba que ela será única em sua vida, nunca existira
outra. Alfred! Traga-me outra garrafa por favor.
----A tempos não tenho uma amiga igual a
você.
----Nós não devíamos beber tanto,
principalmente você. –Ela me abraçou com seu braço esquerdo rindo já bêbada dando
soluços assim como eu. ----Eu tenho algo a desabafar com você também.
----Pode falar.
----Eu era uma garota muito, mas
realmente muito feliz... Tinha o meu grande amor da minha vida bem diante de
min. Ele era tudo de bom, mas infelizmente eu idiota como sempre não consegui
dar valor naquela pessoa adorável, então quando eu realmente consegui ver o
quanto ele era importante na minha vida, ele se foi deixando apenas uma carta
melancólica. Infelizmente para min, nunca mais consegui encontra-lo. O que
estou querendo dizer Matheus é que o seu amor ainda está bem e vindo ao seu
encontro em breve, se possível morra tentando protege-la mas não deixe que ela
se vá, pois então você terá morrido por dentro.
----Profundo seu argumento. –estava eu
de cabeça baixa escondendo o choro. ----Obrigado
por essas palavras, elas foram de grande ajuda. Agora eu sei o que ainda tenho e
que devo protegê-la com todas minhas forças.
----Minha senhora possui sábios conselhos
meu jovem. Aqui está à garrafa que você pediu Milady, mas por favor não deixe
que seus pais os vejam assim.
----Não se preocupe Alfred. Hey Math!
Porque não vamos dar uma volta para conhecer o restante do rancho? Ainda existe
muita coisa para conhecer, seus amigos vão ficar bem.
----Para min está tudo bem.
Saímos nos abraçando um no outro com se
estivéssemos escorados para não cairmos. Nós vimos os estábulos com aqueles
cavalos lindos, fiquei com bastante vontade de cavalgar sobre um, mas não quis ariscar
esse feito por... vamos dizer assim que eu não esta em condições. Continuamos
andando de pé até que chegamos em um penhasco que não havia nenhum tipo de
proteção para não cairmos, lá em baixo havia varias pedras e o mar agita se
chocava violentamente contra as tal, tinha também um grande Farol que alertava
aos barqueiros onde estava a ilha.
----Venha vamos subir, a visão lá de
cima é linda. –Ângela me fala empolgada.
Andamos por vários degraus a fim de
alcançar o topo, quando finalmente chagamos eu pude ver sobre o que Ângela
estava falando, a visão que se tinha de lá para o horizonte era linda. O sol
estava se pondo sobre as águas do mar como um shimbalaiê, então consegui
imaginar Julia naquele lugar, pois sei o quanto ela adimira a natureza e o que
faria para ajuda-la a permanecer preservada e linda. Uma lágrima escorreu sobre
meu rosto mas não de tristeza e sim de alegria pois sabia que meu grande amor
ainda está bem e ainda me ama.
----E então. O que você achou deste
lugar? –perguntou Ângela.
Não consegui responder... Eu estava sem
palavras diante de tudo aquilo.
----Não sei exatamente o que você está
pensando, mas tenho certeza que é algo muito bom, não controle esse sentimento
Math, o deixe controlar você e puxa vida! Você é livre, aproveite isso e vamos
viver a vida... Moderadamente é claro, pois a vida foi feita para ser vivida e
você tem um grande futuro pela frente, você tem uma garota que é apaixonada por
você, bons amigos e nada mais importa. Faça o melhor para o mundo e ele
retribuirá.
----Eu... Eu realmente não sei o que
dizer, você é a melhor amiga que já tive, me da conselhos e tal... Mas você...
----Sei que você está preocupado por
min, e como posso ser uma pessoa tão bacana atrás de tanta tristeza, mas
aprendi que se a vida te da limões... Não eu não gosto de limões, se a vida te
da cacau faça dela uma choco latada. –Ela tentava me mostrar um sorriso.
----Agora vamos, já está tarde.
Foi um longo caminho de volta, não
sabíamos que tínhamos andado tanto, mas quando finalmente chegamos todos já
haviam jantado, então eu e Ângela tomamos banho e jantamos apressadamente e
fomos logo dormir em silêncio pois já estava realmente tarde, ninguém mais se
encontrava acordado.
Enquanto eu estava em minha cama,
comecei a pensar como estaria Julia nesse exato momento, o que ela estaria
fazendo... em fim, eu não conseguia dormir mesmo sabendo de que eu precisava do
máximo de energia possível. Vendo que o sono não me era possível naquele
momento eu decidi nadar um pouco no lago, gosto de passar meu tempo na água, é
como se eu estive em minha própria casa.
Saí da casa silenciosamente sem ninguém
perceber, então eu mergulhei para dentro do lago, a sensação era ótima, a água
estava fria, o céu estava estrelado e era noite de lua cheia eu sabia também o
quanto aquele lugar era natural, isso me deixava mais confortável, estava tudo
do jeito de que eu gostava.
Me ocorreu uma idéia muito doida que eu
jamais tinha pensado, decidi dormir no lago, não haveria perigo para min já que
sou o filho de Poseidon. Quando menos esperava eu apaguei, já estava dormindo.
Mesmo na água eu consegui ter um sonho. Eu sonhava que como se eu fosse uma
pessoa mortal vivente na terra, estava eu ali sentado em uma praça mais uma
roda de amigos até que se ouviu um terremoto, de repente várias pessoas
começaram a correr pelas ruas, como eu no sonho era um simples mortal, entrei
em um súbito pânico, me virava para todos os lados procurando um abrigo e ao
mesmo tempo via várias pessoas sendo atropeladas, crianças perdidas, então as
casas começaram a virar meras ruínas, ninguém mais se preocupava com ninguém
nesse momento, só queriam salvar suas próprias vidas, eles xingavam uns aos
outros sem qualquer tipo de respeito, quando o terremoto cessou meu sonho
mudou, eu estava sentado nas areias de uma praia deserta, do meu lado direito
estava um garoto idêntico a min, mesmo cabelo, roupas, estilo e tudo.
----Quem é você? –perguntei.
----Eu sou você. Matheus! euo que deve
estar se perguntando...
----O que está acontecendo? Onde eu
estou? e..... –eu o interrompi, depois fui interrompido do mesmo modo.
----Essas não são as perguntas certas. A
pergunta certa é. Depois de tudo que você acabou de ver, ainda queres salvar
seu planeta idiota?
----Como assim? É o meu dever a final eu
faço parte deles também.
----E depois quando você salva-los... se
conseguires o que pensas que vai acontecer depois de tal?
----Euuu...
----Exatamente, não acontecera nada,
eles nem saberão ao certo O QUE ACONTECEU.
----Existe uma história que é um
seguinte: Um dia em uma floresta encantada um enorme fogo destruidor começou a
destruí-la, vários animais tentavam salvar suas vidas, até que dois elefantes
pararam e observaram um beija-flor carregando um gota d’água em seu bico e
perguntaram se aquilo iria apagar o incêndio, então ela sem perder tempo falou
que só estava fazendo sua parte. Sei que depois de tal ato não irei ser
reconhecido pela população, mas terei minha consciência limpa que fiz o que
esteve em meu alcance.
----Entendei! Não vou conseguir fazer
sua cabeça, você é muito teimoso, mas quero te desejar boa sorte, vai precisar,
mais uma coisa, a situação está mais feia do que você pensa então tenha
cautela. Descanse bem, vai precisar.