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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Capítulo-4 Parte-2

Então eu despertei na mesma hora em que minha nova amiga acordou, Parecia que eu havia dormido somente alguns minutos, mas realmente fazia horas que eu estava ali, então anunciaram que o avião estava prestes a aterrissar, foi um pouco bem tranqüilo. Meus amigos já tinham decido, pois estavam bem nos bancos da frente, mais atrás estava eu acompanhando Ângela que viajara sozinha, para visitar o seu pai que era separado de sua mãe.
----Muito bem Math, agora eu tenho que ir. –disse ela enquanto chagava um carro preto bem elegante atrás dela. 
----Mas posso dar uma carona a vocês até a casa rosa se quiserem.
----Seria um grande favor, mas não estaremos te incomodando? –perguntei a ela.
----Não mesmo, entrem, entrem conheço tudo por aqui.
Entramos no carro de Ângela, era bem confortável, bancos de couro tudo em perfeita ordem natural do carro era bem veloz também, que rapidamente chegou na Casa Rosada.
----Foi um grande prazer conhecer todos vocês, meus amigos. –disse a educada Ângela.   
 ----Algum dia talvez nós nos veremos de novo. –falei a ela.
----Algum dia sim, e que nesse dia você não tenha encontrado seu amor. –disse ela levantando do carro e me dando um beijo no rosto de despedida.
Logo depois ela se foi, e ficamos ali em frente a casa rosada pensando em como entrarmos, pegar a bússola e sairmos sem sermos notados,
----Vamos pessoal, agente ficar aqui pensando não vai resolver nada. –tentei animar o pessoal.    
 ----Você tem razão, não fazemos a mínima idéia de como é essa Casa por dentro. –falou Bocs.
Todos concordaram, e fomos civilizadamente entrando pela porta da frente do Palácio olhando a toda hora onde a bússola apontava, muitos estavam nos olhando estranhando quatro jovens andando pelo Palácio sozinhos, mas não intimidamos com aqueles olharem, somente ignoramos e continuamos a andar. A bússola nos levou para o último andar do Palácio, então começamos a andar em círculos seguindo a bússola.
----Essa bússola esta estragada. –falei JP.
----Não! Me empreste aqui essa bússola, tive uma idéia. –exclamou Duda.
Então Duda pegou a bússola e apontou para cima, mostrando que a pedra estava em algum lugar por ali.
----Aqui fala que a pedra esta lá em cima. –falou Duda sem entender.
----Como nós vamos pega-la então? –perguntou Bocs.
----Nós vamos ter que voltar aqui a noite, quando não existir mas nenhuma alma viva.   –eu falei.
----Ok então, faremos isso. –concordou Bocs.
Era de tarde, e não conhecíamos aquele lugar muito bem, então nós sentamos ali em um banco de pedra de frente para a rua movimentada, esperando o tempo passar. Até que de repente eu avistei um carro negro parando em uma vaga ali perto, logo então desceu Ângela vindo ao nosso encontro.
 ----Vocês vieram ao Palácio para verem somente como é o banco de pedra? –sorriu Ângela.
----Pois é, olha que coisa estranha. –retruquei sem ter a mínima idéia do que falar a ela.
----Vamos conhecer a cidade comigo então, já que vocês não estão fazendo nada.
----Boa idéia, mas a noite você pode nos deixar aqui? –perguntei.
----Não sei porque, mas claro que posso, agora vamos.        
 O motorista daquele carro, parecia ser bem simpático, mas ao mesmo tempo não era muito de conversar.
----Alfred, nos deixe na Calle florida, pode ser?       
----Claro madame. –assentiu Alfred.
Era uma rua cheia de lojas, e aparentemente cheia de brasileiros também, então me senti mais confortado. Foi uma tarde bem agitada para nós, eu comprei só um relógio que achei bacana, JP e Bocs não compraram nada, mas Ângela e Duda se esbaldaram, JP Bocs e eu gastamos muito foi com a comida de lá, era realmente muito boa.
Depois de passarmos por quase todas as lojas fomos até o Pronto Pizza, uma pizzaria bem elegante que fazia pizzas maravilhosas. Pedimos duas pizzas uma metade calabresa e metade portuguesa e a outra do sabor chocolate. Depois de pagarmos a comida fomos dar mais algumas voltas pelas lojas, eu achei um boné incrível vermelhos com detalhes pretos, mas acabei não comprando,.JP comprou uma pulseira de corda preta com detalhes cinzas, Bocs não comprou mais nada e nem Duda. Continuamos a andar até que chegamos em um tipo de habitat natural com muitas árvores e pequenas diversas cachoeiras caindo sobre um lago cristalino, só que dentro da cidade, parecia até as cataratas de plitvicka.        
----Mas que lugar lindo!–disse Duda.                               
----Devo concordar. –eu disse.   
----Eu estou admirada, eu completamente moro aqui, mas nunca vi esse lugar.–argumentou Ângela.
Enquanto Duda, JP e Bocs olhavam maravilhados o local, Ângela chegou querendo conversar me levando para um lugar mais distante do pessoal.                  
----Math! Quero te pedir desculpas sobre o que aconteceu no avião.
----Não precisa se preocupar Ângela, já estamos esclarecidos não? –indaguei.      
----De certa forma.....mas, aquilo foi mais como um teste que eu fiz com você.           
----Um teste?  
----Sim, para saber se você realmente ama Julia, e quero dizer que você foi aprovado.
----Julia!? Ela está bem?                                                                            
----Não se preocupe, ela está bem protegida, aquilo foi só para você ficar mais focado em sua missão, em breve você a verá novamente, mas você é realmente bonitinho.
----Obrigado eu acho..., mas quem é você afinal?  
----Eu sou uma guardiã escolhida pelo seu pai, para te dar uma breve ajuda, e falando nisso, eu acho que já está na hora de irmos, não da tempo para admirar o local.   
----Você tem razão, já está tarde. Fomos logo chamar todo o pessoal para entrarmos na limusine. Demoramos cerca de 1H e meia para chegamos na casa rosada, quando descemos, Ângela me deu um breve tchau.           
----Eu não posso ficar aqui com vocês, mas lhes desejo toda a sorte do mundo, e que os deuses estejam com vocês, que nós possamos nos ver novamente. E Math! Jamais abandone esse seu sentimento pela Julia, pois eu sei que você realmente a ama.
----Muito obrigado Ângela, por eu ter conhecido uma amiga tão bacana como você, e por tudo o que você fez para mim e meus amigos. Sem mais delongas, nos apressamos para escalar os portões, com uma corda de escalada que Nero deixara em nossas mochilas. Nós tivemos êxito, mas quando nos deparamos com o muro do palácio que tínhamos que escalar, Duda queria desistir, mas nós não forçamos ela a vir conosco. Foi uma escalada muito difícil e cansativa, cheia de obstáculos, mas não nos deixamos cair pelas dificuldades.          
----Agora veja na bússola para onde ela aponta realmente. –falou JP.                   
----Ela esta apontando para o meio do prédio, vamos La. –eu ordenei. 
Subimos umas escadas, viramos uns corredores e chegamos a um grande salão. Ali havia uma grande mesa redonda no centro, e umas 30 cadeiras que a cercava. O lugar era enfeitado por figuras de agricultores, alguns alpinistas, flores (principalmente rosas) e também em uma das paredes havia uma exposição de quadros. Havia fotos de todos os presidentes da Argentina naquela exposição.----É daqui que todo o país é comandado. – Disse Duda.Mas enquanto eu e Duda apreciamos o local, JP e Bocs já estavam em serviço. Cada um foi para uma lateral da sala a procura da pedra. Logo eu e Duda já havíamos revistado todos os vasos de planta quando Bocs avisou:----A bússola está apontando para todos os lugares, não para de rodar.Provavelmente havia passado umas 3 horas, e já estávamos no meio da noite quando ouvimos um barulho. Paramos tudo que estávamos fazendo. De repente uma porta se abriu preguiçosamente na lateral da sala. Uma mulher loira com grandes asas entrou no lugar.Ela usava uma armadura que parecia ser feita de ouro com os detalhes em prata. Tinha uma tiara de invejar qualquer mulher. Nessa tiara havia uma pedra: uma pedra oval, de um branco cheio de vida. Essa pedra parecia ser oca, uma leve névoa podia ser vista lá dentro circulando. A Pedra Cardeal do Leste parecia estar ferida. Suas extremidades tinham um verde nojento, parecia estar apodrecendo aos poucos.A mulher estava tão distraída comendo seu Big-Mac que não percebeu nossa presença. Ela entrou na sala arrastando sua longa capa pelo chão. Era uma capa vermelha que estava presa aos ombros. Olhei para meus amigos, eles estavam tão espantados que não conseguiam se mexer. Então algo inesperado aconteceu: a mulher tropeçou na mochila da Duda. Ela soltou um grito de espanto e finalmente tirou os olhos do seu sanduíche. Olhou ao redor e encontrou quatro adolescentes parados feito estátuas. Ela ficou tão espantada que se engasgou. Sinceramente, aquela foi umas das cenas mais engraçadas da minha vida.Aquela mulher lindíssima estava tossindo feito louca. Mas ninguém saiu de seu lugar para ajudá-la. Olhei para Bocs e ele já tinha armado sua besta compacta. Fiz o mesmo, e ao escutar o barulho da minha Édge sendo desarmada, a mulher parou de tossir e começou a farejar o ar. Então sorriu e disse:----Bem vindos meus amigos! – ela fez uma reverência – Vocês estão no Salão Supremo do Governo Argentino. Por favor, se retirem antes que eu coma seus fígados. Também levem essa espada horrível para longe daqui.----Você tem uma coisa que nos pertence. Só vamos embora daqui com a Pedra Cardeal do Leste. – disse Bocs.----Ótimo. Quatro crianças vão lutar contra uma das senhoras das Valkiryas. São corajosos, mas nem um pouco inteligentes.Ao dizer isso, Duda pegou uma caneta que estava sobre a mesa e tacou na mulher. Com sua mira perfeita, a caneta acertou o único ponto da armadura que estava á mostra: o ombro.          A Valk urrou de dor e olhou com extrema raiva para Duda. Começou a andar em direção a minha amiga quando Bocs agiu: uma flecha acertou inofensivamente o rosto da mulher. Ela se virou para ele e disse:----Corre mortal, ou você irá descobrir por que é chamado assim antes de piscar outra vez.Eu não a esperei agir. Coloquei a pulseira que ganhei de Nero e fiquei invisível. Corri e fiquei um passo à frente de Bocs. A Valk abriu suas asas e voou para atacar ele, sem me ver, é claro. Quando estava perto o suficiente eu levantei a Édge para acertá-la no meio do tórax. Mas algo incrível aconteceu. Em uma fração de segundo ela conseguiu sentir o cheiro da minha lâmina e desviou. E começou a gritar:----Menino idiota, acha que sou burra? Até o ar geme quando você mexe essa lâmina, e eu posso escutá-lo muito bem e saber onde você está, mesmo quando está invisível.Ao dizer isso os meus amigos se deram conta que eu tinha desaparecido. Retirei a pulseira e eles ficaram mais aliviados em saberem onde eu estava (menos Bocs, porque ele quase caiu para trás com o susto que levou quando apareci). Mas ele logo se recuperou e lançou uma flecha de sua besta em direção à Valk. Ela não esperou a flecha atingi-la inofensivamente outra vez. Voou para o alto desviando da flecha e se segurou em um lustre enorme que havia no meio do teto do salão.Duda com toda sua esperteza e perícia lançou sua faca na direção do lustre. A Valk achou que minha amiga estava tentando acertá-la, mas na verdade a faca atingiu o fio que sustentava o lustre e ele desabou junto com a Valkirya.A Valk ficou presa ao lustre pela sua capa. Nós nos aproximamos devagar, então JP perguntou:----Quem é você e o que você quer com a pedra?----Eu sou uma Valkirya, e vejo que você é apenas uma criança e não sabe no que está se metendo, por isso não vou castigá-lo.----Mas é você quem está em posição de defesa, e não de ataque – disse Duda.A Valk riu bem auto e depois disse. – Vocês pensam que sabem de algo, mas não conhecem seu próprio inimigo. Nós Valkyrias não morremos. Nós apenas ficamos isoladas do mundo por um tempo. Enquanto nosso mestre viver, nós viveremos. Nós estamos em toda a parte, disfarçadas é claro. Vocês podem se livrar de mim por um tempo, mas não se livrarão de nós. Estamos em todos os lugares. Temos o controle sobre três pedras cardeais. Isso é pouco?Ela riu de novo e eu falei:----Eu mesmo vou decepar sua cabeça, agora!Quando eu já levantava a Édge para decapitá-la, Duda gritou e caiu no chão. Ela tremia como se estivesse tendo uma convulsão. Eu, JP e Bocs nos ajoelhamos ao lado dela e tentamos segurá-la. De seus olhos saiam lágrimas de sangue, e o prédio todo começou a ruir. De repente, quando pisquei o olho, eu estava de volta, olhando para a Valkiria. Todos meus amigos e eu estávamos de pé, como se nada tivesse acontecido, mas só eu podia me lembrar, falei desesperado:----O que foi isso?----Isso o que? – Disse Duda.----O que você fez, sua vadia? – Eu disse olhando cheio de raiva para os olhos secos e frios da valkiria.----Criança, você apenas degustou um pouco de meu poder.Ela começou a gargalhar de novo. Bocs perdeu a paciência, trocou sua pequena besta pelo seu enorme arco e pegou uma das flechas especiais que ganhou no acampamento. Aproximou o arco à apenas alguns centímetros da cabeça da Valk e disparou. Todos nós fechamos os olhos para evitar o sangue que iria espirrar. Talvez até alguma gosma verde pudesse sair da cabeça de um monstro mitológico, nós não sabíamos. Mas ao invés de sangue ou gosma verde, a flecha apenas entrou no crânio da mulher. Os seus olhos ficaram sem foco e vidrados na provável luz no fim do túnel. Quando Bocs retirou a flecha, pudemos ver o que havia dentro.A cabeça da Valkiria era recheada por isopor. Com certeza esperávamos mais. Mas tinha apenas isopor branco e resistente. Duda pegou a Pedra Cardeal do Leste. Quando ela foi desacoplada da tiara, os cantos podres voltarão à vida. Agora a leve fumaça de seu interior brilhava com muita intensidade. Era um brilho amarelado.----Agora só faltam duas. – disse Bocs com seu tom irônico super irritante.



Capitulo-5 Parte-1         






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