Então eu despertei na mesma
hora em que minha nova amiga acordou, Parecia que eu havia dormido somente
alguns minutos, mas realmente fazia horas que eu estava ali, então anunciaram
que o avião estava prestes a
aterrissar, foi um pouco bem tranqüilo. Meus amigos já tinham decido, pois
estavam bem nos bancos da frente, mais atrás estava eu acompanhando Ângela que
viajara sozinha, para visitar o seu pai que era separado de sua mãe.
----Muito bem Math, agora
eu tenho que ir. –disse ela enquanto chagava um carro preto bem elegante atrás
dela.
----Mas posso dar uma carona a vocês até a casa rosa se quiserem.
----Seria um grande favor,
mas não estaremos te incomodando? –perguntei a ela.
----Não mesmo, entrem,
entrem conheço tudo por aqui.
Entramos no carro de
Ângela, era bem confortável, bancos de couro tudo em perfeita ordem natural do
carro era bem veloz também, que rapidamente chegou na Casa Rosada.
----Foi um grande prazer
conhecer todos vocês, meus amigos. –disse a educada Ângela.
----Algum dia talvez nós
nos veremos de novo. –falei a ela.
----Algum dia sim, e que
nesse dia você não tenha encontrado seu amor. –disse ela levantando do carro e
me dando um beijo no rosto de despedida.
Logo depois ela se foi, e
ficamos ali em frente a casa rosada pensando em como entrarmos, pegar a bússola
e sairmos sem sermos notados,
----Vamos pessoal, agente
ficar aqui pensando não vai resolver nada. –tentei animar o pessoal.
----Você tem razão, não
fazemos a mínima idéia de como é essa Casa por dentro. –falou Bocs.
Todos concordaram, e fomos
civilizadamente entrando pela porta da frente do Palácio olhando a toda hora
onde a bússola apontava, muitos estavam nos olhando estranhando quatro jovens
andando pelo Palácio sozinhos, mas não intimidamos com aqueles olharem, somente
ignoramos e continuamos a andar. A bússola nos levou para o último andar do
Palácio, então começamos a andar em círculos seguindo a bússola.
----Essa bússola esta
estragada. –falei JP.
----Não! Me empreste aqui
essa bússola, tive uma idéia. –exclamou Duda.
Então Duda pegou a bússola
e apontou para cima, mostrando que a pedra estava em algum lugar por ali.
----Aqui fala que a pedra
esta lá em cima. –falou Duda sem entender.
----Como nós vamos pega-la
então? –perguntou Bocs.
----Nós vamos ter que
voltar aqui a noite, quando não existir mas nenhuma alma viva. –eu falei.
----Ok então, faremos isso.
–concordou Bocs.
Era de tarde, e não
conhecíamos aquele lugar muito bem, então nós sentamos ali em um banco de pedra
de frente para a rua movimentada, esperando o tempo passar. Até que de repente
eu avistei um carro negro parando em uma vaga ali perto, logo então desceu
Ângela vindo ao nosso encontro.
----Vocês vieram ao Palácio
para verem somente como é o banco de pedra? –sorriu Ângela.
----Pois é, olha que coisa
estranha. –retruquei sem ter a mínima idéia do que falar a ela.
----Vamos conhecer a cidade
comigo então, já que vocês não estão fazendo nada.
----Boa idéia, mas a noite
você pode nos deixar aqui? –perguntei.
----Não sei porque, mas
claro que posso, agora vamos.
O motorista daquele carro,
parecia ser bem simpático, mas ao mesmo tempo não era muito de conversar.
----Alfred, nos deixe na Calle
florida, pode ser?
----Claro madame. –assentiu
Alfred.
Era uma rua cheia de lojas,
e aparentemente cheia de brasileiros também, então me senti mais confortado.
Foi uma tarde bem agitada para nós, eu comprei só um relógio que achei bacana, JP
e Bocs não compraram nada, mas Ângela e Duda se esbaldaram, JP Bocs e eu gastamos
muito foi com a comida de lá, era realmente muito boa.
Depois de passarmos
por quase todas as lojas fomos até o Pronto Pizza, uma pizzaria bem elegante
que fazia pizzas maravilhosas. Pedimos duas pizzas uma metade calabresa e
metade portuguesa e a outra do sabor chocolate. Depois de pagarmos a comida
fomos dar mais algumas voltas pelas lojas, eu achei um boné incrível vermelhos
com detalhes pretos, mas acabei não comprando,.JP comprou uma pulseira de corda
preta com detalhes cinzas, Bocs não comprou mais nada e nem Duda. Continuamos a
andar até que chegamos em um tipo de habitat natural com muitas árvores e
pequenas diversas cachoeiras caindo sobre um lago cristalino, só que dentro da
cidade, parecia até as cataratas de plitvicka.
----Mas que lugar lindo!–disse
Duda.
----Devo concordar.
–eu disse.
----Eu estou admirada,
eu completamente moro aqui, mas nunca vi esse lugar.–argumentou Ângela.
Enquanto Duda, JP e
Bocs olhavam maravilhados o local, Ângela chegou querendo conversar me levando
para um lugar mais distante do pessoal.
----Math! Quero te
pedir desculpas sobre o que aconteceu no avião.
----Não precisa se
preocupar Ângela, já estamos esclarecidos não?
–indaguei.
----De certa
forma.....mas, aquilo foi mais como um teste que eu fiz com
você.
----Um
teste?
----Sim, para saber
se você realmente ama Julia, e quero dizer que você foi aprovado.
----Julia!? Ela está
bem?
----Não se preocupe,
ela está bem protegida, aquilo foi só para você ficar mais focado em sua
missão, em breve você a verá novamente, mas você é realmente bonitinho.
----Obrigado eu
acho..., mas quem é você afinal?
----Eu sou uma
guardiã escolhida pelo seu pai, para te dar uma breve ajuda, e falando nisso,
eu acho que já está na hora de irmos, não da tempo para admirar o
local.
----Você tem razão,
já está tarde. Fomos logo chamar todo o pessoal para entrarmos na limusine.
Demoramos cerca de 1H e meia para chegamos na casa rosada, quando descemos,
Ângela me deu um breve
tchau.
----Eu não posso
ficar aqui com vocês, mas lhes desejo toda a sorte do mundo, e que os deuses
estejam com vocês, que nós possamos nos ver novamente. E Math! Jamais abandone
esse seu sentimento pela Julia, pois eu sei que você realmente a ama.
----Muito obrigado
Ângela, por eu ter conhecido uma amiga tão bacana como você, e por tudo o que
você fez para mim e meus amigos. Sem mais delongas, nos apressamos para
escalar os portões, com uma corda de escalada que Nero deixara em nossas
mochilas. Nós tivemos êxito, mas quando nos deparamos com o muro do palácio que
tínhamos que escalar, Duda queria desistir, mas nós não forçamos ela a vir
conosco. Foi uma escalada muito difícil e cansativa, cheia de obstáculos, mas
não nos deixamos cair pelas dificuldades.
----Agora veja na
bússola para onde ela aponta realmente. –falou
JP.
----Ela esta apontando
para o meio do prédio, vamos La. –eu ordenei.
Subimos
umas escadas, viramos uns corredores e chegamos a um grande salão. Ali havia
uma grande mesa redonda no centro, e umas 30 cadeiras que a cercava. O lugar
era enfeitado por figuras de agricultores, alguns alpinistas, flores
(principalmente rosas) e também em uma das paredes havia uma exposição de
quadros. Havia fotos de todos os presidentes da Argentina naquela exposição.----É
daqui que todo o país é comandado. – Disse Duda.Mas
enquanto eu e Duda apreciamos o local, JP e Bocs já estavam em serviço. Cada um
foi para uma lateral da sala a procura da pedra. Logo eu e Duda já havíamos
revistado todos os vasos de planta quando Bocs avisou:----A
bússola está apontando para todos os lugares, não para de rodar.Provavelmente
havia passado umas 3 horas, e já estávamos no meio da noite quando ouvimos um
barulho. Paramos tudo que estávamos fazendo. De repente uma porta se abriu
preguiçosamente na lateral da sala. Uma mulher loira com grandes asas entrou no
lugar.Ela
usava uma armadura que parecia ser feita de ouro com os detalhes em prata. Tinha
uma tiara de invejar qualquer mulher. Nessa tiara havia uma pedra: uma pedra
oval, de um branco cheio de vida. Essa pedra parecia ser oca, uma leve névoa
podia ser vista lá dentro circulando. A Pedra Cardeal do Leste parecia estar
ferida. Suas extremidades tinham um verde nojento, parecia estar apodrecendo
aos poucos.A mulher
estava tão distraída comendo seu Big-Mac que não percebeu nossa presença. Ela
entrou na sala arrastando sua longa capa pelo chão. Era uma capa vermelha que
estava presa aos ombros. Olhei para meus amigos, eles estavam tão espantados
que não conseguiam se mexer. Então algo inesperado aconteceu: a mulher tropeçou
na mochila da Duda. Ela soltou um grito de espanto e finalmente tirou os olhos
do seu sanduíche. Olhou ao redor e encontrou quatro adolescentes parados feito
estátuas. Ela ficou tão espantada que se engasgou. Sinceramente, aquela foi
umas das cenas mais engraçadas da minha vida.Aquela
mulher lindíssima estava tossindo feito louca. Mas ninguém saiu de seu lugar
para ajudá-la. Olhei para Bocs e ele já tinha armado sua besta compacta. Fiz o
mesmo, e ao escutar o barulho da minha Édge sendo desarmada, a mulher parou de
tossir e começou a farejar o ar. Então sorriu e disse:----Bem
vindos meus amigos! – ela fez uma reverência – Vocês estão no Salão Supremo do
Governo Argentino. Por favor, se retirem antes que eu coma seus fígados. Também
levem essa espada horrível para longe daqui.----Você
tem uma coisa que nos pertence. Só vamos embora daqui com a Pedra Cardeal do
Leste. – disse Bocs.----Ótimo.
Quatro crianças vão lutar contra uma das senhoras das Valkiryas. São corajosos,
mas nem um pouco inteligentes.Ao
dizer isso, Duda pegou uma caneta que estava sobre a mesa e tacou na mulher.
Com sua mira perfeita, a caneta acertou o único ponto da armadura que estava á
mostra: o ombro. A Valk urrou de
dor e olhou com extrema raiva para Duda. Começou a andar em direção a minha
amiga quando Bocs agiu: uma flecha acertou inofensivamente o rosto da mulher.
Ela se virou para ele e disse:----Corre
mortal, ou você irá descobrir por que é chamado assim antes de piscar outra
vez.Eu
não a esperei agir. Coloquei a pulseira que ganhei de Nero e fiquei invisível.
Corri e fiquei um passo à frente de Bocs. A Valk abriu suas asas e voou para
atacar ele, sem me ver, é claro. Quando estava perto o suficiente eu levantei a
Édge para acertá-la no meio do tórax. Mas algo incrível aconteceu. Em uma
fração de segundo ela conseguiu sentir o cheiro da minha lâmina e desviou. E
começou a gritar:----Menino
idiota, acha que sou burra? Até o ar geme quando você mexe essa lâmina, e eu posso
escutá-lo muito bem e saber onde você está, mesmo quando está invisível.Ao
dizer isso os meus amigos se deram conta que eu tinha desaparecido. Retirei a
pulseira e eles ficaram mais aliviados em saberem onde eu estava (menos Bocs,
porque ele quase caiu para trás com o susto que levou quando apareci). Mas ele
logo se recuperou e lançou uma flecha de sua besta em direção à Valk. Ela não
esperou a flecha atingi-la inofensivamente outra vez. Voou para o alto
desviando da flecha e se segurou em um lustre enorme que havia no meio do teto
do salão.Duda
com toda sua esperteza e perícia lançou sua faca na direção do lustre. A Valk
achou que minha amiga estava tentando acertá-la, mas na verdade a faca atingiu
o fio que sustentava o lustre e ele desabou junto com a Valkirya.A
Valk ficou presa ao lustre pela sua capa. Nós nos aproximamos devagar, então JP
perguntou:----Quem
é você e o que você quer com a pedra?----Eu
sou uma Valkirya, e vejo que você é apenas uma criança e não sabe no que está
se metendo, por isso não vou castigá-lo.----Mas
é você quem está em posição de defesa, e não de ataque – disse Duda.A
Valk riu bem auto e depois disse. – Vocês pensam que sabem de algo, mas não
conhecem seu próprio inimigo. Nós Valkyrias não morremos. Nós apenas ficamos
isoladas do mundo por um tempo. Enquanto nosso mestre viver, nós viveremos. Nós
estamos em toda a parte, disfarçadas é claro. Vocês podem se livrar de mim por
um tempo, mas não se livrarão de nós. Estamos em todos os lugares. Temos o
controle sobre três pedras cardeais. Isso é pouco?Ela
riu de novo e eu falei:----Eu
mesmo vou decepar sua cabeça, agora!Quando
eu já levantava a Édge para decapitá-la, Duda gritou e caiu no chão. Ela tremia
como se estivesse tendo uma convulsão. Eu, JP e Bocs nos ajoelhamos ao lado
dela e tentamos segurá-la. De seus olhos saiam lágrimas de sangue, e o prédio
todo começou a ruir. De repente, quando pisquei o olho, eu estava de volta,
olhando para a Valkiria. Todos meus amigos e eu estávamos de pé, como se nada
tivesse acontecido, mas só eu podia me lembrar, falei desesperado:----O
que foi isso?----Isso
o que? – Disse Duda.----O
que você fez, sua vadia? – Eu disse olhando cheio de raiva para os olhos secos
e frios da valkiria.----Criança,
você apenas degustou um pouco de meu poder.Ela
começou a gargalhar de novo. Bocs perdeu a paciência, trocou sua pequena besta
pelo seu enorme arco e pegou uma das flechas especiais que ganhou no
acampamento. Aproximou o arco à apenas alguns centímetros da cabeça da Valk e
disparou. Todos nós fechamos os olhos para evitar o sangue que iria espirrar.
Talvez até alguma gosma verde pudesse sair da cabeça de um monstro mitológico,
nós não sabíamos. Mas ao invés de sangue ou gosma verde, a flecha apenas entrou
no crânio da mulher. Os seus olhos ficaram sem foco e vidrados na provável luz
no fim do túnel. Quando Bocs retirou a flecha, pudemos ver o que havia dentro.A
cabeça da Valkiria era recheada por isopor. Com certeza esperávamos mais. Mas
tinha apenas isopor branco e resistente. Duda pegou a Pedra Cardeal do Leste.
Quando ela foi desacoplada da tiara, os cantos podres voltarão à vida. Agora a
leve fumaça de seu interior brilhava com muita intensidade. Era um brilho
amarelado.----Agora só faltam duas. – disse Bocs com seu
tom irônico super irritante.
Capitulo-5 Parte-1
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