Perca de minha
querida Julia
Os espíritos
da natureza já tinham certeza: algo estava errado. Incêndios devastavam todo o
mundo, terremotos derrubavam prédios, a seca na África provavelmente mataria
metade da população em algumas semanas. Os deuses tinham que tomar alguma
providência.
Zeus convocou
uma reunião com os outros deuses para discutir o roubo das Pedras Cardeais,
pois suas partes foram roubadas sobrando apenas o lado Note, que se encontrava
protegida no coração da floresta Amazônica. Hades estava em seu reino: mundo
inferior. Zeus mandou Hermes avisa-lo que o artefato mágico fora roubado. O
Senhor dos Mortos nunca se importou com os problemas do Olimpo e dessa vez não
foi diferente. Expulsou Hermes e mandou uma mensagem para os deuses:
---- Isso não é problema meu.
Eu Math,filho
de Poseidon, morava no Rio de Janeiro, capital. Ser um semideus nunca foi um
problema para mim. Era legal ser diferente. Eu tinha os cabelos meio loiros,
usava uma bermuda havaiana favorita, camisa desabotoada e um chinelo, carregava
minha prancha autografada pelo grande
Robert Kelly, havia acabado de surfar uma onda gigante que ninguém nunca
havia conseguido; faminto procurei ir para a lanchonete McDonald’s com minha
namorada Julia de olhos claros, magra, pele morena, cabelos longos negros,
muito extrovertida, a pessoa mais bacana que já conheci. Julia sabia que eu era
um semideus, mas eu a fiz prometer que não iria contar isso para ninguém. Na
verdade, acho que ela não ia contar mesmo se não tivesse feito a promessa,
pois, quem acreditaria que sou filho de Poseidon, um deus da mitologia grega?
Enfim, ela
pediu um x-burger e uma coca-cola em lata, era difícil entender para onde ia
toda aquela comida, pois Julia era muito magra. Math pediu o de sempre: batata
frita, coca-cola e um x-salada. Quando terminamos de comer paguei a conta e
saímos da lanchonete para conversar enquanto levava ela para sua casa, de
repente um grande trovão desceu em cima da cabeça dela tão rapidamente que ela
simplesmente desintegrou. Então eu cai em prantos de choro, lágrimas escorriam
como duas cachoeira sobre minha face, fiquei muito assustado não sabia o que
estava acontecendo, então o meu amigo Charlie ouviu o barulho da explosão, veio
correndo e disse:
---- Temos que ir embora daqui, não olhe
para ninguém.
---- O quê? O que está acontecendo cara?
---- SÓ
me siga e vamos logo, por que nós três temos que chegar ao vilarejo.
---- Nós três? Que vilarejo? – perguntei.
---- Não se preocupe explico tudo no
caminho.
Chegamos ao
carro e entramos rapidamente. O carro era um Astra simples, prata, lá tinha
outro cara de olhos castanhos escuros, cabelo encaracolado negro, magro e alto,
se chamava JP. Ele logo me pareceu que não gostava de conversar, era muito
quieto. JP estava ao volante, preparado para sair do local o mais rápido
possível. Agora Charlie não tinha como escapar de minhas perguntas.
---- O que aconteceu com Julia? Porque
fugimos daquele raio tão apavorados? Ouvi dizer que um raio não cai no mesmo
lugar duas vezes...
---- Calma ai, uma pergunta de cada vez...
---- Ok, o que aconteceu com minha
namorada?
---- Zeus queria tirar suas distrações
mortais para que você se concentrasse nas suas missões que agora você terá que
realizar.
---- E porque fugimos tão apavorados? Zeus
quer me matar também?
---- Não, é porque os monstros conseguem
sentir os poderes dos deuses. E Zeus só queria dar um alerta que seu pai pediu.
- Respondeu Charlie.
No caminho notei que JP estava muito,
muito quieto e então perguntei quem realmente ele era.
----Sou filho do poderoso Zeus, um semideus
igual a você.
----Não se preocupe Math, é normal do JP
ser calado assim mesmo. –disse Charlie
---- Eu sinto
muito pela sua namorada, mas era preciso que aquilo acontecesse, não se sinta
culpado.
Ah única coisa que eu pensava sobre tudo aquilo ter sido minha culpa, e meu coração estava ardendo de raiva de Poseidon, e de JP simplesmente do fato do pai dele ter feito aquilo com Julia. Tentei não culpar JP de tudo, pois ele era só o filho de Zeus.
Ah única coisa que eu pensava sobre tudo aquilo ter sido minha culpa, e meu coração estava ardendo de raiva de Poseidon, e de JP simplesmente do fato do pai dele ter feito aquilo com Julia. Tentei não culpar JP de tudo, pois ele era só o filho de Zeus.
Nosso destino estava demorando muito
chegar ao fim, percebi que estávamos em uma rodovia ah um bom tempo, o sol já
havia se posto e só restara aquele lindo céu estrelado com uma enorme lua
cheia. Eu já estava cochilando quando de repente senti o carro parando, em fim
tínhamos chegado ao nosso vilarejo, Charlie me levantou ainda com muito sono,
consegui olhar apenas umas casinhas de madeira, ele logo me levou para um
quarto para mim descansar, pois aquele foi um dia muito cansativo.
Eu sonhava com um reencontro meu com
minha preciosa Julia, em um lugar desconhecido muito bonito bem vivo, onde
havia águas cristalinas, lindas árvores e pássaros cantando suavemente uma
canção que eu gostava muito da banda internacional Coldplay, e ela dizia que
nunca mais iria me abandonar em todos os dias de minha vida.
Acordei com um grito de Charlie em
cima de mim falando que queria me apresentar tudo e a todos, me levantei meio
tonto como de costume me arrumei com uma roupa informal, como um uma calça
jeans camiseta e uma jaqueta que eu gostava muito, tomei café e logo sai com
Charlie para dar um reconhecimento do local, fomos andando enquanto ele
dizia...
----Math este é o vilarejo de que te falei,
se chama de Al de Baram, aqui você encontrara muitos semideuses como você.
----Venha aqui quero te mostrar um lugar!
Enquanto ele me levava notei que o chão
era de grandes pedras antigas em forma de losango casas de madeira com detalhes
simples, tudo bem simpático e simples, no meio da cidade havia uma grande fonte
de água limpa, havia a estátua de um cavaleiro em cima de um pégaso segurando
uma Èdige (um escudo com uma espada no centro deslocável para batalha).
Finalmente havíamos chegado ao lugar
onde Charlie queria me mostrar.
----Aqui é o lugar de treinamento dos
templários, aquele é meu grande mestre que me treinou para cuidar de você.
–Fiquei bastante surpreso com aquele arsenal de espadas, lanças, arco e
flechas, mas só uma Èdige, mas não havia uma espada qualquer em seu centro,
havia uma espada de dois gumes muito afiada com o cabo em forma de um tridente,
deveria ser muito importante então perguntei ao Charlie.
----Charlie, porque de todo esse arsenal
existe somente aquela Èdige solitária?
----Aquela não é uma Èdige qualquer, aquela
Èdige somente seu pai ou talvez com muito treino você consiga usa-la. –Muito
fascinado com aquela arma decidi treinar o mais rápido possível para conseguir
usa-la. Não treinei muito como queria, pois estava eu muito admirado com aquele
lugar e queria dar um reconhecimento do local, chamei Charlie para me
apresentar tudo e ele concordou.
Começamos a andar e ele sempre me
mostrando o quanto as meninas eram bonitas, mas nenhuma conseguia tirar meus
pensamentos da Julia, Enquanto estávamos andando apareceu um homem simpático
falando:
----Bem vindo filho de Poseidon, me chamo
Aristeu, sou filho de Apolo e diretor de atividades de Al De Baram, qualquer
coisa que precisar é só me falar. –Eu concordei e continuei a conhecer mais
pessoas com Charlie.
----Venha vou te apresentar a uma pessoa, ele é irmão do Aristeu. –disse
Charlie.
Estava meio com medo, pois muitas
pessoas lá não queriam saber de novos amigos, e muitas vezes quando Charlie me
apresentara aos outros, eles me cumprimentavam e davam sorrisos sarcásticos,
tipo de quem não queria me ver ali. Mas não me intimidei.
Então Charlie cumprimentou um garoto
alto, cabelo castanho assim como os seus olhos, usava roupas informais, como
uma calça jeans e camiseta preta comum. Então Charlie me apresentou a ele.
----Hei Math esse é Bocs, Filho de Apolo
também.
----Olá, muito prazer me chamo Matheus, mas
pode me chamar de Math.
----Acho que vocês dois serão bons amigos.
Então Charlie se virou e avistou uma das
filhas de Atena que parecia conhecê-la a um bom tempo.
----Muito bem Math, vou ali resolver uns
assuntos, mas agorinha eu volto. – Fiquei confuso, quando Charlie olhou para
ela e se entristeceu.
----Não se preocupe com ele. –disse Bocs, e
foi logo me contando o que estava acontecendo com Charlie
----Aquela é Elisah, uma grande paixão
dele, desde que me conheço por filho de Apolo, sei o quanto ele a ama e a única
coisa que ele queria que não acontecesse era se separar dela, mas por algum
motivo que não sei bem o que ela quer se separar dele.
Eu não entendi porque Elisah queria separar
dele, pois eles pareciam ser um casal tão bacana, e principalmente Charlie,
pois eu o conhecia a muito tempo e sabia o quanto ele era gente boa e tratava
as pessoas bem, cheguei a pensar que talvez esse era o problema, mas então
percebi que talvez isso era só um pensamento bobo. Mas então me virei quando
chegava um garota de cabelos castanho escuro, usando uma roupa informal igual a
de Bocs, ela me parecia muito extrovertida e bem humorada, me deu um breve Oi!
E foi logo perguntando para ele quem eu era.
----Esse é Math, amigo de Charlie e filho
de Poseidon.
A garota ficou me estudando com os olhos,
parecia tentar descobrir se eu era confiável ou não.
----Ops, já ia me esquecendo de me
apresentar, sou Maria Eduarda, mas pode me chamar de Duda sou amiga de Bocs,
filha de Atena.
Bocs não gostou de quando ela disse
aquilo, e então Duda notou que eu tinha reparado isso e me falou.
----Bocs ficou assim porque odeia ser filho
de deuses.
----Eu queria levar uma vida normal, com
pessoas normais, com uma família normal, mas em vez disso sou só o filho do
grande deus Apolo correndo riscos o tempo todo. Mas eu já estou começando a me
acostu..., não muito satisfeito, mas conseguindo me acostumar.
----Mas tudo bem, aqui você tem bons amigos
como eu – disse Duda. -- Estaremos sempre aqui quando você precisar.
Então ouvi uma vós, era do senhor
Aristeu chamando o meu novo amigo Bocs, ele se levantou e foi ver o que queria.
Enquanto ele ia, Duda se sentou ao meu
lado e começou a falar do que ele também não gostara da vida.
----Bocs tinha um grande
amigo, o seu melhor amigo, ele se chamava João Pedro, mas conhecido como JP,
talvez você já o conhecesse, mas em fim, Bocs e JP era uma dupla inseparável,
sempre saiam para as mesmas missões, mas então certo dia eles discutiram sobre
um erro que JP fizera na missão que não sei exatamente o que era, mas sei que
foi algo grave, então Bocs começou a discutir com ele sobre isso.Capitulo 1 - Parte 2
adoreiii
ResponderExcluir